A Secretaria Municipal de Ação Social deve criar nos próximos meses uma frente de trabalho para moradores de rua que saem das clínicas de tratamento e precisam de uma oportunidade de trabalho para não voltarem à mendicância.
Segundo o responsável pela pasta, Vanderlei Tristão, a ideia é evitar que, depois de passarem pelo tratamento para se livrarem do vício em drogas e álcool, os moradores de rua tenham uma recaída. “Pelo que verificamos, muitos saem das clínicas e não têm oportunidade de trabalho, têm dificuldades para encontrar uma vaga e acabam voltando às ruas. É isso que queremos evitar com a frente de trabalho”, disse o secretário.
Tristão afirmou que está negociando com duas entidades assistenciais que já trabalham com esse público e se interessaram pelo projeto. “Estamos conversando, acertando detalhes de como funcionar e que tipo de trabalho poderá ser oferecido, além do respaldo que essas pessoas precisarão”, completou.
De acordo com o secretário de Ação Social, a intenção da Prefeitura é que todos os detalhes estejam finalizados até o mês que vem para, então, dar início ao processo de contratação. “Não adianta oferecermos o tratamento, se não dermos condições para essas pessoas saírem do vício e das ruas. Quanto antes iniciarmos o projeto, melhor”, disse Tristão.
O secretário afirmou que, além da frente de trabalho, a Secretaria Municipal de Ação Social ainda prepara outras iniciativas voltadas para a população de rua. Ele não quis adiantar detalhes, mas informou que a Prefeitura deve convocar uma entrevista coletiva para anunciar quais seriam essas iniciativas, ainda nesta semana.
Vanderlei também afirmou que deve aproveitar a oportunidade para comentar os termos do decreto feito pelo prefeito Gilson de Souza (DEM) que causou polêmica na semana passada. “Vamos detalhar como será nossa dinâmica com a população de rua.”
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