MAIS QUE INTERVENÇÕES NO TRâNSITO, URGE AGIR SOBRE OS MOTORISTAS
Desde que assumiu o comando da Prefeitura, o governo Gilson de Souza (DEM) tem promovido constantes e importantes intervenções no trânsito de Franca. A intenção é proporcionar maior fluidez ao tráfego de veículos e garantir a segurança de motoristas, motociclistas e pedestres nas ruas e avenidas da cidade. Em reportagem nesta edição do Comércio, o diretor da Divisão Municipal de Trânsito, Márcio dos Santos, apresenta uma série de projetos que devem ser colocados em prática ainda neste ano, como a eliminação de rotatórias, instalação de semáforos, colocação de lombadas e lombofaixas e ampliação da área fiscalizada por radares (leia nas páginas 12A e 13A). Todas essas medidas, porém, só terão o efeito desejado se motoristas e pedestres se conscientizarem de que a responsabilidade pela segurança no trânsito é de cada um de nós.
Através de estudos de engenharia de trânsito e reclamações de munícipes, a Prefeitura identificou os pontos que precisam de intervenções mais urgentes. Dois deles são problemas antigos que os francanos, principalmente os moradores das regiões Norte e Oeste, são a obrigados a enfrentar diariamente. Trata-se dos pontilhões sobre a rodovia Cândido Portinari que dão acesso ao Parque Vicente Leporace e à Vila São Sebastião. Bairros novos não param de surgir nessas regiões da cidade, e o resultado é o estrangulamento do tráfego de veículos na única via que liga o Centro a elas. Trabalhadores têm de conviver com congestionamentos constantes nos horários de pico. Para a Prefeitura, a solução é transferir os retornos para a rodovia, por baixo dos pontilhões, e eliminar os semáforos, deixando o trânsito livre por cima das pontes.
Outra preocupação é com a segurança. O excesso de velocidade continua sendo a principal causa de acidentes com vítimas no trânsito francano. Para frear os apressadinhos, a Prefeitura instalou e pretende colocar mais lombadas e lombofaixas nas vias de maior fluxo e expandir a área de fiscalização de velocidade com o uso de radares móveis.
Mas nada disso terá resultado se motoristas e pedestres não cumprirem suas obrigações. O hábito simples de dar seta é algo abominado pela maioria de nossos condutores. Falar no celular ao volante é comum. Parar na lombofaixa para o pedestre cruzar a via é perda de tempo. O uso do cinto de segurança é luxo. Avançar sinal vermelho ou ultrapassar os limites de velocidade é diversão.
Mais que intervenções no trânsito, urge agir sobre os motoristas. São necessárias urgentes campanhas de educação. É preciso intensificar as fiscalizações. Se não for pela consciência, certamente nosso trânsito se tornará mais seguro quando o bolso dos infratores começar a esvaziar. Nosso trânsito será mais seguro quando irresponsáveis deixarem de guiar.
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