Contas de janeiro


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É inegável que, depois das festas e compras de fim de ano, janeiro é o mês das contas! Além do cartão de crédito que certamente chega com valor considerável, fruto das compras de Natal, o consumidor recebe IPTU, IPVA, anuidades dos conselhos regionais, dentre outras. Se não tiver organização, o consumidor pode entrar no superendividamento. O Idec (Instituto de Defesa do Consumidor) traz 8 dicas interessantes para organização do orçamento doméstico que vale a pena trazer ao conhecimento dos leitores desta coluna.
 
Primeiramente, este é um bom momento para iniciar uma planilha com todas as despesas e receitas mensais. Existem vários aplicativos disponíveis para celular que lhe ajudam a organizar uma planilha de orçamento doméstico. Inclusive o próprio Idec criou uma planilha que disponibiliza aos interessados no site www.idec.org.br. Vejam as dicas para construir uma planilha e conquistar o tão sonhado equilíbrio financeiro:
 
1. Adote uma organização mínima para guardar os comprovantes das despesas pagas durante o ano (uma pasta, um envelope, uma caixa), agrupando-os conforme o tipo de despesa; 2. Junte as contas das despesas de serviços contínuos ou fixos. Some os comprovantes de janeiro a dezembro e divida o resultado por doze, para obter a média do que foi gasto no ano anterior; 3. Reúna contas de despesas eventuais. Avalie a possibilidade de novas ocorrências e estabeleça uma média a partir do que foi gasto e mais uma reserva de contingências de 10%; 4. Organize as informações numa planilha, colocando no primeiro campo os rendimentos (salário e outras rendas). Nas colunas abaixo, na mesma ordem, identifique o campo para as despesas fixas e eventuais, detalhando do que se trata e o valor médio obtido em cada conta.
 
5. Projete o valor médio mensal dos gastos para 12 meses, observando o pagamento parcelado de impostos, por exemplo; 6. Fique atento ao mês que entrará em férias e o pagamento de décimo terceiro salário para lançar os recursos no orçamento. Não se esqueça que as férias são pagas antecipadamente e no mês seguinte, quando retornar ao trabalho, não haverá salário; 7. Some todos rendimentos, considerando o reajuste salarial de sua categoria baseado nos índices aplicados nos anos anteriores; 8. Calcule o total de rendimentos menos o total de despesas (fixas e variáveis) e, do saldo restante, faça uma reserva ou avalie a possibilidade de investir o dinheiro.
 
Portanto, espero que tenham sido úteis as dicas e que consigamos nos organizar num ano que promete variações econômicas por conta principalmente das eleições. Desejo a todos um 2018 equilibrado nas finanças e na cidadania!
 
Denílson Carvalho
Advogado e ex-coordenador do Procon/Franca
advogado@denilson.adv.br

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