Quem é cristão?


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A pergunta título destas linhas fora respondida pelo próprio Jesus, antes mesmo que se outorgasse a condição de cristãos aos que se fizeram adeptos da Sua doutrina. João registrou no seu Evangelho (cap. XIII, v. 35): ‘Por muito vos amardes é que vos reconhecereis meus discípulos.’ 
 
Independentemente da crença que professe, ninguém é cristão — seguidor dos ensinamentos do Cristo —, sem viver o amor que Ele viveu para com todos. Ser cristão não é apenas reverenciar coisas sagradas, nem aparentar-se cultor da divindade. O excelso Mestre não fundou qualquer religião, mas, como disse, Judeu, veio para dar cumprimento à universalidade das Leis de Deus. 
 
Teve grave preocupação, qual a de combater o excesso de hipocrisia então reinante. Condenou o formalismo esterilizante, onde a forma era mais importante que a essência. Mostrou que todos somos irmãos, filhos do mesmo Pai, e disso deu testemunho, dialogando com a mulher samaritana e citando o samaritano como exemplo de amor ao próximo. 
 
Clarificou-nos o entendimento de que ‘Deus é espírito e como tal deve ser adorado’, mostrando-nos que não precisamos de qualquer templo de pedra ou ouro, ou qualquer ritual para adorá-Lo. 
 
Ensinou-nos que a morada de Deus deve ser no nosso coração, onde devemos fazer o Seu reino, e que a caridade é a verdadeira expressão do amor, ou, em outras palavras, é o amor em ação, que se deve estender em todas as direções: ‘Amai a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a vós mesmos. Aí estão toda a Lei e os profetas.’ Professemos a verdadeira religião: amemos, uns aos outros.
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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