Bafômetro flagra mil motoristas bêbados nas ruas de Franca


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Uma das blitze da Lei Seca realizada pelo Detran-SP e Polícia Militar em Franca: em 2017, autuações de bebuns cresceram 40%
Uma das blitze da Lei Seca realizada pelo Detran-SP e Polícia Militar em Franca: em 2017, autuações de bebuns cresceram 40%
A recomendação “se beber, não dirija” continua sendo ignorada por muitos motoristas em Franca. Mesmo considerando o risco que provoca e com o endurecimento das leis, a explosiva combinação volante e álcool nunca esteve tão presente nas ruas da cidade. No ano passado, as equipes do pelotão de trânsito da Polícia Militar aplicaram 1.029 multas por embriaguez ao volante. Em 2016, foram 744 autuações. 
 
A punição para os motoristas flagrados dirigindo após o consumo de álcool é severa. A multa é próxima de R$ 3 mil e o condutor tem a habilitação suspensa por um ano. “Ainda assim, o número de infrações não para de crescer. A situação é muito grave. Em várias situações, o condutor embriagado provoca acidentes com vítimas fatais”, disse o tenente Régis Mendes.
 
Beber e dirigir é uma infração grave que se repete por todo o País. No ano passado, a Arteris, empresa dona de concessionárias de rodovias, realizou uma pesquisa nacional sobre o comportamento de motoristas no trânsito. O estudo examinou as principais desculpas dadas por motoristas ao admitir comportamento de risco. Entre os condutores que responderam ao questionamento, 25,6% afirmaram dirigir, ainda que raramente, após a ingestão de bebidas alcoólicas. Quando perguntados sobre o motivo desse comportamento, 25,6% disseram que conduziram o veículo porque estavam sozinhos ou porque era a única pessoa que poderia dirigir naquele momento; 20,9% porque acreditam que a quantidade ingerida não alteraria sua condição de dirigir e 13,9% porque os trajetos percorridos eram curtos. Outro dado alarmante é que 99,1%, ou seja, praticamente todos os entrevistados, demonstraram ciência sobre a proibição legal de dirigir após a ingestão de álcool. “As desculpas são as mais variadas possíveis. Certa vez, ao perceber que seria abordado, o condutor disse aos policiais que não faria o teste, pois o carro dele tinha acabado o álcool há poucos metros do local da fiscalização e, ao puxar na mangueira para tentar transferir o combustível do galão para o tanque, ele acabou engolindo uma pequena quantidade. Na verdade, ele estava muito embriagado, foi multado e conduzido à delegacia”, contou o tenente Régis.
 
Em dezembro de 2017, foi publicada lei que aumenta a punição para o motorista que cometer homicídio ou causar lesão grave ou gravíssima ao dirigir alcoolizado ou sob o efeito de qualquer outra substância psicoativa. O condutor terá como pena a reclusão de cinco a oito anos em caso de morte. A nova regra entra em vigor em 120 dias. “Ao contrário do que circulou pelas redes sociais, não houve mudança para quem dirige sob influência de álcool e que foi flagrado no teste durante uma blitz. O que mudou foi o aumento da pena para quem bebe, dirige e mata no trânsito ou causa lesões graves e gravíssimas”, finalizou o policial.

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