Duas secretarias municipais criadas pelo governo Gilson de Souza (DEM) ainda não têm comandantes e, a julgar pelos bastidores do Paço Municipal, não devem ter os nomes de seus responsáveis anunciados tão cedo. Criada em julho, a Secretaria Municipal de Esporte, Artes e Cultura ainda não teve sua estrutura definida pelo prefeito. O mesmo acontece com a polêmica Secretaria de Negócios Jurídicos, que foi criada em regime de urgência, no mês passado, mas ainda não é uma realidade.
Oficialmente, o prefeito informou por meio de sua assessoria que continua estudando e analisando nomes para ambas as pastas. Mas não quis revelar quais seriam estes nomes nem informou quando deve anunciar os nomes dos dois novos secretários.
O caso que se arrasta há mais tempo é o da Secretaria de Esporte. A pasta foi criada em julho, a partir da reformulação dos setores de esporte ligados à Secretaria de Educação e à Feac (Fundação de Esporte Arte e Cultura). Ela seria a fusão destas estruturas e teria um orçamento próprio. Mas essa estruturação ainda não foi efetivada. Seu comando é disputado internamente por dois nomes. O professor Ricardo Pereira (PSB), que comanda o esporte na Secretaria de Educação, e Marlon Centeno (DEM), que dirige a área na Feac. Os dois têm apresentado bons resultados e cada um tem seus apoiadores ligados ao primeiro escalão do governo. “O problema é que o prefeito é quem tem que decidir e o Gilson não gosta de contrariar ninguém. Então, não define o nome do novo secretário”, disse uma fonte ligada ao gabinete do prefeito.
Quem tem sido requisitado para gerenciar a pasta que ainda não foi efetivada, é o diretor de Cultura da Feac, Elson Boni (PSB). “Ele tomou as rédeas e está resolvendo tudo por enquanto”, contou a mesma fonte.
No caso da recém-criada Secretaria de Negócios Jurídicos, o nome de Denilson Carvalho, que atuou como advogado de defesa de Gilson de Souza no processo de cassação de seu mandato no ano passado, era dado como certo. Mas Denilson surpreendeu o prefeito e recusou o convite. Gilson agora estaria em busca de alguém com experiência política e conhecimento de direito administrativo e constitucional, que tenha jogo de cintura e respeito no meio jurídico. Entre as opções, está o nome do professor de direito, Antônio Carlos Menezes, o Toninho Menezes, que já atuou na área jurídica da Prefeitura durante o governo Gilmar Dominici (PT), mas ainda estão em fase de conversas.
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