Pedreiro dá facadas em mulheres em bar do Leporace


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As mulheres foram para o Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”
As mulheres foram para o Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”
Duas mulheres foram alvo da fúria de um pedreiro, de 54 anos, no final da noite de domingo, no Parque Vicente Leporace III. O homem entrou no bar em que elas estavam e desferiu facadas nas vítimas, que são mãe e filha. A doméstica de 52 anos e a sapateira, 23, foram socorridas. 
 
De acordo com informações do boletim de ocorrência da Polícia Militar, toda a agressão foi presenciada pelo proprietário do bar, um comerciante de 55 anos. Aos policiais militares, ele disse que o acusado apareceu no estabelecimento, que fica na avenida Ivete Vargas e, com uma faca em mãos, golpeou mãe e filha. Ele teria dito que “um amigo não o devia” e, em seguida, dado as facadas no abdômen das duas.
 
A PM esteve no local e foi recebida pelas vítimas, que conversaram na porta do estabelecimento, apesar de feridas. O pedreiro, por sua vez, não quis explicar sua motivação, tampouco o que teria afirmado antes das facadas. 
 
Enquanto ele era conduzido ao Plantão Policial, as mulheres foram para o Pronto-socorro Municipal “Álvaro Azzuz”, onde receberam o atendimento inicial. Em razão dos ferimentos sofridos, a doméstica foi transferida para a Santa Casa, onde foi submetida a uma cirurgia. Seu estado de saúde não foi informado. A sapateira passa bem.
 
O caso foi registrado pela Polícia Militar como tentativa de homicídio. Contudo, na esfera da Polícia Civil, foi diferente. O delegado Milessandro Mazola Moreti registrou o boletim de ocorrência como lesão corporal. Sendo assim, o suspeito foi liberado. O crime será apurado pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher).

Cultura machista
“O homem tem a mulher como algo que lhe pertence, fruto da cultura machista, e isso precisa ser reajustado. Já as vítimas precisam se sentir protegidas para que seja possível esse desligamento do agressor. É uma situação difícil e é um grande passo a ser dado, mas as coisas já estão mudando”, disse Maria da Penha Maia Fernandes, de 71 anos, que dá nome à lei de combate à violência contra a mulher, em entrevista exclusiva ao Comércio, em setembro do ano passado, quando a lei completou 11 anos.
 
Vendedor tenta colocar em mulher
Outro caso de violência doméstica foi registrado no Plantão Policial no fim de semana. Um vendedor de 35 anos torceu o braço da mulher, uma vendedora, 34, e, além de tentar jogar uma pedra em sua direção, ainda quis atear fogo nela e na enteada, de 12 anos.
 
Em depoimento à PM, a vítima disse que, por volta de 1h15, o marido chegou embriagado em casa, no Jardim Palma, e quebrou uma mesa de mármore para acertar a pedra nela, que acionou a polícia. Durante a confusão, o vendedor ainda torceu seu braço e jogou álcool em seu corpo e também na garota, que confirmou o relato da mãe.
 
Aproveitando-se do fato de que o homem saiu de perto para procurar fósforos, as vítimas conseguiram se trancar em um cômodo da residência e só depois escaparam. 
 
Ainda de acordo com o registro da Polícia Militar, o vendedor, então, saiu do imóvel e foi detido nas redondezas, sendo levado à delegacia, onde um boletim de ocorrência de lesão corporal foi elaborado. Ele acabou liberado.

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