Criado pelo governo do ex-prefeito Alexandre Ferreira (PSDB), o Centro Pop, que atende moradores de rua, protagonizou diversas discussões e ainda é alvo constante de críticas e reclamações. O serviço agora deve ser reformulado. É o que anunciou na última sexta-feira o secretário municipal de Ação Social, Vanderlei Tristão.
Segundo ele, a atual equipe detectou alguns problemas no modelo de atendimento que vem sendo aplicado no centro. Entre eles, o enorme custo para a Prefeitura. Segundo dados da Secretaria, atualmente, a manutenção do local consome todos os meses cerca de R$ 100 mil. “Em anos anteriores, a maior parte desses recursos vinha do governo federal. A parte da Prefeitura representava muito pouco. Mas, no ano passado, isso se inverteu. Agora o centro é mantido quase que exclusivamente com verbas do município”, disse Vanderlei.
Com um investimento de quase R$ 1,2 milhão por ano, o secretário disse que o centro precisa melhorar seus resultados. “O que percebemos é que precisamos modificar o modelo implantado para que, de fato, faça diferença na vida dos moradores de rua. Podemos aproveitar de forma mais eficiente esses recursos. Para isso, estamos estudando uma reformulação na política de atendimento”.
Vanderlei descartou o fechamento do centro. “Não vamos encerrar. O Centro Pop continuará atendendo porque é um serviço necessário, mas que pode apresentar resultados melhores”.
Um dos exemplos citados pelo secretário é em relação aos custos de alimentação. Segundo ele, por conta de uma licitação realizada no governo anterior, a Prefeitura gasta R$ 8 por marmitex consumido no centro. “Por dia, são em média 70 marmitex. É possível economizar. O Bom Prato tem oferecido refeições de qualidade até melhor que a do marmitex por R$ 1. Nossa intenção é fechar um convênio com o governo do Estado e economizar”.
O dinheiro que seria economizado seria usado para, por exemplo, ampliar a oferta de cursos oferecidos aos moradores. “Hoje eles já têm alguns cursos disponíveis e que despertam o interesse, mas podemos ir além.”
Vanderlei disse que ainda não há um prazo definido para que as mudanças sejam efetivadas. “É um processo longo e que tem que ser amplamente discutido. Estamos estudando as possibilidades e, então, apresentaremos os detalhes para a sociedade. Só depois é que serão implantados.”
A expectativa é ter esse processo encerrado até meados deste ano.
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