Questão sempre formulada pelos nossos leitores é a que se refere à situação das crianças no plano espiritual. Se lembrarmos que desencarnação e reencarnação são eventos idênticos em sentido contrário, fica fácil entender que, tanto aqui como lá, o que leva cada indivíduo a sentir e encarar a vida da maneira como a sente e encara são as implicações dos seus pensamentos, das suas ações, reações e interações com o meio, isto é, a respectiva carga psíquica.
Se desencarna ainda criança, permanecerá sentindo e agindo como criança no mundo espiritual — sob cuidados de espíritos especializados e em espaços apropriados —, até que a psique se livre das impressões infantis que leva consigo e retome a condição de espírito antigo que é.
Tratando-se de processos idênticos, com sinais opostos, é evidente que desencarnação e reencarnação se submetem às mesmas Leis, especialmente à do Merecimento, aquela mesma que nos determina sejamos felizes ou infelizes, segundo o nível de conhecimento e moralidade que nos presida a conduta.
Um espírito moralmente mais adiantado, que tenha habitado um corpo infantil e desencarnado precocemente terá menos dificuldade no despertar no mundo dos espíritos, abreviando sua permanência como criança e retornando em breve tempo ao pleno domínio de si mesmo.
Interessante considerar que, para cuidar dos espíritos ‘crianças’, há professoras que substituem as mães, exercendo trabalho de tão elevada importância que merece o dobro da remuneração de outras atividades.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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