O ano mal começou e Franca já registrou o primeiro assassinato. O universitário João Victor de Barcelos Bico, de apenas 19 anos e morador do Parque Vicente Leporace, foi morto com um tiro na cabeça, vítima de latrocínio (roubo seguido de morte), no Residencial Villagio Mundo Novo. O crime aconteceu no final da noite de quarta-feira e já está sob apuração na DIG (Delegacia de Investigações Gerais).
O primeiro latrocínio em Franca desde abril de 2016 ocorreu por volta de 23h45, na rua Artur Cândido de Oliveira. O estudante de educação física estava dentro de seu VW Gol com a namorada, de 18 anos, quando um ladrão se aproximou e bateu uma arma no vidro do automóvel.
“Ele usava boné e óculos espelhados. Mandou a gente sair do veículo e deu um tiro no João. Em seguida, apareceu outro homem. Os dois entraram no carro e fugiram. Eu gritei e pedi ajuda”, contou a estudante, em entrevista à rádio Difusora.
O disparo efetuado pelo criminoso, que fugiu com o comparsa rumo ao Residencial Palermo, atingiu a cabeça do universitário. O Samu socorreu João até a Santa Casa, onde deu entrada em estado gravíssimo. Apesar dos esforços da equipe médica, por volta de 2h30, o jovem não resistiu e morreu. Sua namorada não se feriu na ação criminosa.
O corpo de João Victor Barcelos foi removido ao IML (Instituto Médico Legal) e, após exame necroscópico, liberado para familiares. Com trabalhos da funerária Francana, ele foi velado no São Vicente e, após as 16h30, sepultado no Cemitério da Saudade.

O veículo
Ainda na madrugada, a Polícia Militar fez patrulhamento pelo bairro na tentativa de localizar o veículo, mas o Gol roubado só foi encontrado horas depois. E em outra cidade.
Por volta de 8 horas, a polícia recebeu um chamado de que um veículo Gol estava abandonado na área central de Ribeirão Corrente. Era o veículo de João e, em seu interior, peritos do IC (Instituto de Criminalística) encontraram um agasalho e outros objetos.
No local, não havia suspeitos e as investigações deverão contar com imagens de câmeras de segurança, já que todas as ruas de Ribeirão Corrente são monitoradas pela Prefeitura e pela PM. Tudo que foi encontrado no carro foi apreendido e o veículo levado à DIG. Depois, liberado.
Segundo o delegado Márcio Murari, que comanda as investigações, ainda não há pistas dos autores do crime.
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