É hora de uma séria reflexão


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O final de um ano, pelo menos para o brasileiro, significa um novo tempo (como diz a musiquinha da Globo) e época de novas resoluções. Iniciar um novo regime, procurar um emprego que traga prazer e abrir-se a amizades (e amores) para o futuro novo ano que se avizinha, trocar de carro (ou casa), e por aí vai. É época de refletir sobre o ano que passou e o que podemos fazer para mudar a situação vivenciada nos 365 dias do ano que chega ao fim. Como 2018 é um ano de eleições majoritárias — o brasileiro vai eleger presidente, senadores, governadores e deputados (estaduais e federais) —, a reflexão é importante e, acima de tudo, primordial para que projetemos o Brasil que todos nós queremos. O combate à corrupção, principal anseio de todos nós, ainda vem encontrando severas resistências junto a setores do Judiciário e à classe política. É isso que não podemos permitir: temos que continuar pressionando e exigindo que a Justiça seja feita e todos os corruptos sejam sentenciados e cumpram pena em regime fechado.
 
Depende de todos nós brasileiros (eleitores e contribuintes) dar ao Brasil o desenho de uma verdadeira Nação, onde todos os nossos deveres e direitos são respeitados e os cofres públicos tratados com responsabilidade. E esta mudança passa pelas eleições do ano que vem, quando teremos a chance de limar de nossas casas legislativas e governos aqueles que vêm sobrevivendo às custas da saúde, da educação e do bem estar geral de toda a população brasileira. O eleitor, ao contrário do que já aconteceu em ocasiões anteriores, não pode se deixar seduzir por promessas mirabolantes, candidatos “estrelados” (mas sem a mínima condição de trabalhar pelo bem comum) ou “salvadores da pátria” que, de prático, nada fizeram pelo País. O Brasil carece de lideranças realmente comprometidas com o bem maior, ainda mais que o nosso sistema político exige alianças que acabam colocando gambás cuidando dos galinheiros.
 
Enquanto não nos livrarmos da política do ‘é dando que se recebe” (pobre São Francisco de Assis, que teve a frase de sua famosa oração deturpada desta forma!), sepultando o balcão de negócios que move a relação Executivo-Legislativo em todos os níveis, dificilmente será possível sonhamos com um País mais justo, humano e acolhedor para a maioria da população. Depende de nossa atuação diante das urnas eletrônicas a transformação do Brasil em uma Nação coesa e única, com a redução das desigualdades e das injustiças que ainda mantêm brasileiros abaixo da linha da miséria, muitos se submetendo a trabalhos degradantes em regimes análogos à escravidão. Nestes três últimos dias de 2017 temos tempo para refletir sobre tudo isso e buscar, em outubro de 2018, traçar um novo caminho para todo o Brasil. Do contrário, não adianta reclamar depois.
 
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