Elas foram humilhadas e sofreram com o preconceito. Agora, estão dando a volta por cima na novela global das nove "O Outro Lado do Paraíso". As personagens Estela, vivida pela atriz Juliana Caldas, e Raquel, de Erika Januza, foram -e ainda são- vítimas da discriminação. Enquanto a primeira, que é anã, vive sofrendo com as ofensas da própria mãe, Sophia (Marieta Severo), a segunda, que até há pouco tempo trabalhava como empregada, era humilhada pela então patroa, Nádia (Eliane Giardini), por ser negra.
Porém, o jogo está virando. E os discriminados, agora, serão exaltados na história escrita por Walcyr Carrasco.
"Minha inspiração foram os clássicos da literatura. Grandes romances com grandes viradas e personagens psicologicamente densos. Quando eu escrevo, jamais penso numa ação de marketing para atingir o público. Sou emocional e intuitivo. Acredito que essas histórias profundamente emocionais atingem o coração dos telespectadores como atingem o meu", analisa o autor.
Agora, Estela, até então desprezada e triste, já é paquerada por dois pretendentes: o português Amaro (Pedro Carvalho) e o lapidador Juvenal (Anderson Di Rizzi).
"Estou adorando esta nova fase. Ela merece ser feliz depois de tanta humilhação. E a ironia é que ela tem dois pretendentes agora. Pode até escolher", diverte-se Juliana.
De empregada, Raquel se tornou juíza e fez a antiga patroa desmaiar de susto. Além disso, está próxima de Bruno (Caio Paduan) novamente. "Tenho dito muito essa frase: "Os humilhados serão exaltados". A novela cumpre um papel social importantíssimo mostrando, nos dois casos, uma triste realidade. Informando que é preciso, sim, agir e denunciar e que é possível dar a volta por cima. Lutar contra injustiças e violência é um dever de todos e não só de quem as sofre", comenta Erika. Ela completa: "Torço muito para que essas histórias de superação incentivem quem sofre e quem vive esses dramas no dia a dia. Quanto mais me informo, mais aprendo e posso ensinar ao meu próximo".
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