Funileiro é esfaqueado após briga na Exposição


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O crime será investigado pelo 2º Distrito Policial, responsável pela área da Vila Exposição
O crime será investigado pelo 2º Distrito Policial, responsável pela área da Vila Exposição
Mais uma briga de bar quase terminou em tragédia em Franca. Um funileiro de 45 anos foi esfaqueado após um desentendimento em um estabelecimento localizado na Vila Exposição, na terça-feira. Ele foi socorrido até a Santa Casa e precisou ser submetido a uma cirurgia. 
 
De acordo com informações da Polícia Civil, o caso veio à tona após o funileiro dar entrada no hospital com dois golpes de faca no abdômen. Investigadores estiveram na Santa Casa e, segundo o relato de uma atendente, o homem estava em um bar quando, por motivos ainda desconhecidos, teve um desentendimento com um suspeito.
 
No meio da confusão, ainda segundo o registro, o outro homem pegou uma faca e golpeou, duas vezes, o abdômen do funileiro. Ele foi socorrido em estado grave e submetido a uma cirurgia. Seu estado de saúde não foi informado pela Santa Casa.
 
O caso foi registrado no Plantão Policial pelo delegado Milessandro Mazola Moretti como lesão corporal. Não há nenhuma informação ainda sobre o suspeito, tampouco o que aconteceu no bar. Agora, o crime será investigado pelo 2º Distrito Policial e pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) nos próximos dias.
 
Índices
Dados da SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo) apontam que os casos de lesão corporal dolosa, como essa do funileiro na terça-feira, não param de crescer. De janeiro a novembro deste ano, já foram 929 boletins de ocorrência dessa natureza em Franca. O recorde foi em agosto, quando 101 boletins foram lavrados. Há ainda um crime de lesão corporal seguida de morte, ocorrida em setembro de 2017. 
 
Já os casos de lesão corporal culposa não passaram de 29 nesse mesmo período. 
 
 
Números de tentativas e homicídios seguem em alta
Em dez anos, Franca não registrava tantos assassinatos em tão pouco tempo. A poucos dias de acabar o ano, a cidade bateu recorde no número de homicídios: foram 25 casos. O número já é maior até mesmo se contar os latrocínios (roubos seguidos de mortes) nos últimos anos. 
 
Das mortes, apenas sete ainda não foram esclarecidos pelo Setor de Homicídio e Proteção à Pessoa da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) que, anualmente, coleciona uma alta média de 80% de elucidação dos assassinatos. Em todo esse período, segundo a polícia, os crimes ocorreram pelas mais variadas razões: drogas, dívidas, brigas no relacionamento, ciúmes, desavenças em bar e conflitos em família.
 
E os crimes não concretizados - as tentativas de assassinato - também não param de crescer. Segundo informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo), de janeiro a novembro deste ano, período já divulgado, foram 21 crimes. São os mesmos números de todo o ano de 2016 e superiores a 2015, quando apenas 18 boletins de ocorrência dessa natureza foram registrados.

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