O presidente da Câmara, Marco Garcia (PPS) falou pela primeira vez ontem sobre a polêmica em que se envolveu com o governo e com a base aliada nos últimos dias. Ele foi acusado pelos colegas de deliberadamente tentar travar a administração ao barrar propostas de interesse do Poder Executivo nos instantes finais de sua gestão.
A recusa em marcar a sessão extraordinária, a decisão de retirar da pauta encaminhada pelo prefeito o projeto que autorizaria a Prefeitura a pagar para as entidades as verbas indicadas pelos vereadores através das emendas impositivas e a marcação de audiência pública para o último dia útil do ano acirraram os ânimos.
Lendo um discurso, fato raro ao longo de seus cinco mandados como vereador, durante o qual normalmente falou de improviso, o presidente negou que tenha agido para prejudicar o governo e culpou os assessores do prefeito. “Não fiz manobras, não agi com má fé e não atrapalhei ninguém. Não posso pagar por erros e pela inércia do Executivo. Havia falhas nos projetos. Não usurpei a função de ninguém ao marcar a audiência pública. Como presidente, tenho esta atribuição”., disse o presidente.
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