Nove símbolos do Natal: origens e significados


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Estamos na véspera do Natal. Ao nosso redor temos visto, desde que entrou dezembro, árvores do tipo pinheiro enfeitadas; guirlandas com  flores fixadas em portas, bolas coloridas, estrelas e sinos nas vitrines de lojas e fachadas de casas, músicas cantadas por corais, presépios. Cada  um desses  elementos   é um símbolo. Algumas crianças podem não saber, mas os enfeites que caracterizam essa época do ano estão repletos de histórias e significados. O símbolo é algo que nos lembra  um fato importante. Ele é uma representação. Por exemplo, o presépio nos recorda o nascimento de Cristo. Disso todo mundo sabe.  Mas de tão antigas, outras tradições ainda presentes nos nossos dias podem ter sua representação desconhecida, até mesmo pelos cristãos mais fervorosos. Vamos recordar a origem e o significado de nove símbolos do Natal.
 
Pinheiro 
O  pinheiro é a única árvore que mantém suas folhas  no inverno do hemisfério norte, onde nasceu Jesus. Permanecendo vivo e verde o ano inteiro, representa a esperança na vida.  Mas o costume de colocar  presentes  embaixo da árvore enfeitada é recente: foi ideia da rainha  Elizabeth I, da Inglaterra.
 
Guirlanda 
Esta também é uma contribuição inglesa. Para decorar as ruas na época natalina, os ingleses usavam sempre-vivas, flores resistentes e coloridas. Os alemães copiaram a ideia, arrumaram as flores em círculo para simbolizar o amor infinito de Deus e colocaram a guirlanda em suas portas.
 
Cartões 
O pintor inglês John Callcott Horsley foi responsável pelo primeiro cartão de Natal da história. A  pedido de Sir Henry Cole, que tinha o hábito de mandar cartas de felicitações na época natalina, John produziu cartões com a mesma mensagem. Eles foram  enviados aos amigos e parentes do cliente ocupado demais para escrever. Por muito tempo, a troca de cartões foi uma forma de confraternização bastante usada no mundo. Com a Internet, caiu em desuso
 
Canções
As cantigas natalinas traduzem na letra e na música a magia do Natal. A maioria delas faz parte  de antigas tradições difundidas entre países cristãos. O sentido de cantá-las é  reafirmar os valores cristãos, com muita alegria e amor ao próximo. Uma das músicas mais conhecidas no mundo é Jingle Bells, cuja letra você encontra na página 4 deste Clubinho. Seu autor é James Lord Pierpont. Ela foi traduzida para o português por Evaldo Rui e gravada por dezenas de artistas brasileiros.  
 
Presépio
 O hábito de montar presépios surgiu na Itália com Francisco de Assis, sacerdote que amava a natureza. Dizem que foi ele quem criou o primeiro, baseado nos Evangelhos. O cenário era a gruta com  os animais, os pastores, os três Reis Magos, Maria e José. Tudo em artesanato. Na noite de 24  era colocada a imagem de Jesus menino na manjedoura, lembrando seu nascimento. 
 
Ceia
O cardápio da ceia de Natal é caprichado. A comida não é a de todo dia. Na mesa farta há carnes, frutas, bolos e doces. Os povos antigos, que não tinham a fartura dos de tempos modernos, poupavam seu dinheiro para que o banquete natalino ficasse na lembrança familiar por meses. 
 
Estrela
Na história relatada na Bíblia, uma estrela com cauda (talvez um cometa) guiou os Magos até o local do nascimento de Jesus, em Belém. Usada como enfeite, em especial no topo da árvore de Natal, simboliza Cristo, a estrela-guia, o caminho e o sentido da humanidade. 
 
Bolas 
As coloridas bolas  das árvores de Natal  representam os frutos da vida humana. Também podem ser  símbolos de  sentimentos como amor, esperança, perdão e alegria. De formas e tamanhos diferentes, os enfeites lembram que, embora  diversos,  fazem parte de um todo, que é a árvore, assim como os humanos, que pertencem à humanidade. 
 
Sinos 
Perde-se na conta do tempo o uso do sino como anunciador de festas populares. Presente nas igrejas há séculos, ganhou a adaptação simbólica de que seu badalar informa o nascimento de Jesus Cristo. Dos símbolos cristãos natalinos, é oque mais aparece nas canções. 

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