Pedido de Natal


| Tempo de leitura: 2 min
Aquele garotinho, como a maioria dos que viveram a infância de sua época, era filho de pais trabalhadores, simples porém muito honestos, como as famílias de antigamente. Ganhavam o suficiente para colocar comida com fartura na mesa, um refrigerante aos domingos e muito raramente um carrinho de brinquedo. Assim também era no Natal, quando o menino sonhava com o Papai Noel, que podia estar entrando pela chaminé das casas antigas ou colocando o presente no sapato velho colocado na janela. Podia até deixar a janela aberta que não tinha perigo de ladrão. Na manhã seguinte, ia conferir, e algumas vezes tinha uma moeda, que dava para comprar um sorvete ou canudinho na venda. Não costumava ter ceia, era o jantar de sempre e depois a Missa do Galo. No almoço de Natal, tinha a macarronada, o frangão caipira criado no quintal da casa, e até alguns ingredientes diferentes, que constavam da tradicional Cesta de Natal Amaral, que as famílias compravam e iam pagando as prestações o ano todo. Mas eram muito felizes, pois recebiam a atenção e o amor dos pais. Tudo mudou bastante. Agora tem muito mais facilidade para comprar o que as crianças pedem, e chegam a possuir tantos brinquedos que nem dão tanto valor. Aquele menino que cresceu, estudou, trabalhou e agora tem como satisfazer todos os pedidos da família, de repente começa a pensar no que teria a pedir agora como presente de Natal. E sonha com muita coisa de antigamente, como sentar na calçada, brincar com os coleguinhas enquanto os pais conversavam com os vizinhos que eram como da família. Coisas simples assim, pois aprendeu que a gente precisa de muito pouco para ser feliz. Além da saúde, basta ter paz e a consciência tranquila. É o que desejamos a você: um Natal simples, mas com muito amor!

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários