O prefeito Gilson de Souza (DEM) está prestes a anunciar um reforço para o seu governo. Antes de fechar o escritório para curtir as festas de fim de ano, o advogado Denílson Carvalho se debruçou sobre convite deixado em sua mesa: assumir a recém-criada Secretaria de Negócios Jurídicos. Ele está tentado a dizer sim.
Entre outras atribuições, a nova pasta terá a função de assessorar o prefeito no controle interno da legalidade dos atos e dar pareceres à administração. Será uma forma de Gilson acompanhar a ação dos procuradores municipais que, segundo o governo, estariam criando obstáculos para a implantação de propostas apresentadas pelo prefeito.
Aos 42 anos e formado pela Faculdade de Direito de Franca, Denílson tornou-se referência em Direito Público na região. Especialista em questões eleitorais, administrativas e defesa do consumidor, atuou como secretário ou prestou serviços em Câmaras e Prefeituras de 14 cidades.
Em Franca, foi fiscal concursado da Prefeitura no começo da carreira. Ocupou o cargo de secretário de Negócios Jurídicos na administração de Gilmar Dominici (PT) entre 2001 e 2003. A pasta foi extinta anos depois, sendo recriada agora. Também foi o chefe do Procon.
Nas eleições municipais do ano passado, assessorou o então candidato Gilson de Souza. Também foi o defensor do prefeito no processo de cassação aberto pela Câmara e chegou a denunciar o presidente da CP, Adérmis Marini (PSDB), por abuso de autoridade. O prefeito foi absolvido. “Sem dúvida, é um profissional experiente e da mais alta qualificação. Por isto, fiz questão de convidá-lo para integrar nosso governo”, afirmou Gilson.
Denílson ficou balançado com o convite. “Estou bastante propenso em aceitar. O desafio que se apresenta para a cidade é muito grande e eu vivo de desafios. A questão jurídica, neste primeiro ano de mandato do Gilson, foi um entrave na administração. Acredito que eu possa contribuir para o destravamento destas questões por conta da minha experiência”.
Antes de dizer o sim ao prefeito, Denílson avalia três pontos: a opinião da família, a demanda do escritório (ele move causas contra a Prefeitura) e a possibilidade de disputar as eleições da OAB no ano que vem. Quem exerce cargo público não pode compor chapa. “Espero decidir nesta semana. Gosto de desafios e tenho ferramentas para resolver as questões”.
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