Lá no céu a lua brilhava. As estrelas eram pontinhos luminosos que piscavam sem parar.
As duas meninas, uma de seis e outra de quatro, subiram na cama e ficaram a mirar o céu esperando o Papai Noel passar.
Era naquela hora que o pai disse que ele viria. Viria com suas renas e com todos os presentes.
Esperaram, esperaram. Juntas encostadas uma na outra, adormeceram. O frio entrava pela janela, mas as meninas não acordaram. Ao longe só se ouvia o barulho das cigarras a cantar.
Depois de um certo tempo, ao longe houve estrondos de fogos de artifício! As duas acordaram de repente e olhando o céu agora brilhante, tinham certeza de que o Papai Noel havia passado em carreiras e elas não o tinham visto.
Gritaram ao mesmo tempo e saíram correndo pela porta do quarto.
_Ele passou, ele passou!!! – Papai, mamãe!”
Silêncio. Casa deserta. Luzes piscando no térreo.
As duas ofegantes desceram correndo as escadas, cada uma mais apressada que a outra.
No pé da mesma lá estava ele. Um tanto magro para um Papai Noel, mas os olhos, ah os olhos, eram alegres e reconfortantes. Então uma olhou para a outra como se perguntando: “De onde conhecemos estes olhos azuis? “Não importa” – pensaram em uníssono, porque aos pés do Papai Noel risonho, duas caixas reluzentes as aguardavam.
“Um Feliz Natal a todos!”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.