A região de Franca teve mais um ataque a caixas eletrônicos. O alvo da vez foi a agência do banco Santander no Centro de Restinga. Uma quadrilha invadiu o estabelecimento, na madrugada dessa quinta-feira, e tentou explodir o banco. Porém, fugiu sem concluir a ação, que foi a 12ª registrada antes mesmo do ano acabar.
A ação criminosa foi notada por policiais militares durante patrulhamento nas proximidades da praça central da cidade. Assim que ouviram barulhos vindos do banco, logo avistaram os bandidos em um GM Celta empreendendo fuga.
Para escapar da abordagem, os suspeitos atiraram na direção dos PMs. Houve troca de tiros e a perseguição rumou até os fundos e zona rural de Restinga, na rodovia Cândido Portinari. Os criminosos abandonaram o Celta, produto de furto em São Paulo, às margens da pista e embrenharam-se em um canavial, conseguindo escapar.
Os policiais militares pediram reforços e fizeram patrulhamento pela região. Porém, ninguém foi localizado. Ao retornarem para a agência bancária, eles constataram que os bandidos danificaram um dos caixas, colocando um dos explosivos. Ainda deixaram uma dinamite no chão, mas não acionaram nenhum dos dispositivos e fugiram sem nada levar.
O Gate (Grupo de Ações Táticas Especiais) foi acionado e esteve no Santander ontem de manhã para detonar os explosivos. Agora, o caso será investigado pela Polícia Civil de Restinga e também pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Franca.
Outros crimes
Ataques a caixas eletrônicos têm sido uma constante na região de Franca. De janeiro até agora, já foram 12 crimes dessa natureza. Ipuã, Nuporanga, Miguelópolis, Sales Oliveira, e as cidades mineiras de Cássia, Ibiraci, Capetinga, São Tomás de Aquino e Delfinópolis foram os alvos escolhidos pelas quadrilhas.
Os crimes começaram por Sales Oliveira, em 7 de janeiro. E voltaram a acontecer em Nuporanga, cidade que mais foi alvo dos ladrões. Lá, houve explosões duas ocasiões neste ano. O primeiro ataque foi no dia 29 de junho e o outro 11 de agosto. Uma quadrilha especializada nesses crimes, responsável por uma das explosões na cidade e também em Cássia (MG), no dia 3 de maio, e Ibiraci (MG), no dia 19 do mesmo mês. A DIG desmantelou o bando e, dos oito envolvidos, identificou seis. Quatro tiveram a prisão preventiva decretada e dois foram presos.
Ainda assim, outros grupos continuaram agindo na região. Um banco de Miguelópolis foi alvo no dia 17 de julho; Nuporanga novamente em 11 de agosto; 6 de outubro em São Tomás de Aquino (MG); Delfinópolis (MG) no dia 24 de outubro; e Capetinga no dia 21 de novembro. Depois, no dia 1º de dezembro, ocorreram mais dois ataques em Cássia.
Em todas essas ocasiões, exceto de Nuporanga, o primeiro ataque em Cássia e Ibiraci, os bandidos conseguiram fugir com dinheiro e, até o momento, não foram presos.
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