Trânsito já matou 47 pessoas antes mesmo do ano acabar


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O entregador Eddie Lawson morreu na última semana após colidir sua moto na traseira de picape na Estação
O entregador Eddie Lawson morreu na última semana após colidir sua moto na traseira de picape na Estação
Quarenta e sete pessoas. Esse foi o número de mortes registradas no trânsito de Franca até agora, a poucos dias para o término do ano. É referente aos atropelamentos, colisões e choques ocorridos nas ruas da cidade e no perímetro urbano das rodovias Cândido Portinari, Fábio Talarico, Felipe Calixto, João Traficante, Nelson Nogueira e Ronan Rocha.
 
O índice considera pessoas que morreram ainda nos locais das fatalidades e dias depois dos acidentes. Vem do InfoSiga (Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito do Estado de São Paulo), que compõe o Movimento Paulista de Segurança no Trânsito, do governo do Estado de São Paulo, e de um levantamento especial do Comércio. Através desses números, é possível ver o ano nem acabou e o trânsito já matou mais gente que todo o ano de 2016, quando, segundo o Infosiga, 40 pessoas morreram em Franca em tais circunstâncias.
 
De todas essas mortes ocorridas neste ano, quase a metade é composta por motociclistas. Até agora, 22 perderam suas vidas utilizando esses veículos como meio de transporte. Foi o caso de três dos seis mortos neste mês de dezembro: o entregador Eddie Lawson Ferreira, de 29 anos; o barman Luís Felipe Tavares Lemes, de apenas 19; e do desempregado Saulo Tiago Ferreira, 31, que estava internado na Santa Casa e morreu sete dias após bater sua moto em um carro no Residencial Primo Meneghetti.
 
Preocupação
Além de dezembro, os meses de abril e julho foram os mais violentos do trânsito nos últimos meses. De acordo com as estatísticas do programa, cada mês registrou seis mortes. Alta velocidade, motoristas embriagados, quedas acidentais, colisões em outros veículos, batidas em postes e atropelamentos estão entre as causas das ocorrências com desfecho trágico.
 
Para o tenente Régis Mendes, responsável pelo pelotão de Trânsito da PM, o aumento no número de mortes no trânsito é motivado pela imprudência dos motoristas, alta velocidade e consumo de bebida alcoólica. “É comum encontrarmos situações de excesso de velocidade, falta de atenção, desrespeito às normas de trânsito em geral, uso do celular e de não usar o cinto de segurança”, disse.
 
Um exemplo dessa imprudência aliada à alta velocidade foi dado pelo PM após a morte de Eddie Lawson. Isso porque, no mesmo 13 de dezembro, duas horas depois que o entregador morreu, um motociclista foi flagrado pelo radar a 104 km/h na avenida Major Nicácio, onde o limite de velocidade é de 60 km/h. “O condutor estava a mais de 50% do permitido”, afirmou o tenente.

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