"Pois o amor... é o sangue da vida, o poder de união do que está separado."
Paul Tillich
"Henrique nasceu numa terça-feira, 20 de abril de 1999. Irmão brincalhão da Marina, que contava na época 4 aninhos, bom filho da Renata Pini e de Leandro Maniglia. Fez uma infância tranquila, com os melhores dias vividos na chácara e no rancho de seus avós.
Adolescente tranquilo e de-dicado aos estudos. Nos últimos tempos orgulhava-se por acompanhar o ritmo de leitura do pai. Escrevia com brilhantismo. Ao final do 3º colegial, passou em todos os vestibulares que prestou. Escolheu a fundação Getulio Vargas.
Gostava da jardinagem, do contato com a terra. Por último plantou uma muda de pau-mulato, mas nasceu uma goiaba... divertiu-se com a surpresa.
Ao ser perguntado sobre o que faria caso ganhasse na Mega Sena respondeu: “Construiria um conjunto habitacional para os necessitados.
Sonhava em ser pai, dizia que considerando amor que recebia, devia ser muito bom ser pai.
Simples é a palavra que define o Henrique: no agir, no encontro com o outro, em suas escolhas, em seus gostos... Em sua vida! Na convivência, ele nos fazia sentir melhor do que realmente somos, pela forma com que nos olhava e demostrava apreço e gratidão. Henrique gostava da vida.
Quando pequeno, ouviu a mãe dizer que amigos de verdade ele contaria nos cinco dedos da mão. Dias depois, comemora: “Mãe, achei meu primeiro dedo” Fiel, conservou amigos feitos na mais tenra idade, até os últimos dias.
Henrique sempre pareceu muito maduro, nunca foi de conversas vãs.
Quando a mãe adoeceu, foi companheiro inseparável.
Frank Sinatra, Raul Seixas, Supertramp compunham a sua sua play list.
Sobre sua partida, apesar da dissonância com a sua historia de vida, com seu trajeto, entendemos que foi assim, porque assim tinha que ser. Recebemos muitos sinais do que estava por vir: sonhos, conversas, encontros, sensações . Nossa compreensão vai chegando aos poucos.
Henrique foi amor, foi exemplo de retidão e olhar respeitoso ao próximo. Convivência feliz e plena. Um presente para a família e amigos, somos muito gratos pelos 18 anos compartilhados".
*Texto enviado ao jornal Comércio da Franca pela família de Henrique Pini Maniglia
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