Ouvindo vozes


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A partir de pesquisa que inclui pacientes de hospitais psiquiátricos e opiniões de representantes de diversas religiões, a TV Futura apresentou, em agosto último, interessante programa sobre pessoas que dizem ouvir vozes que acreditam sobre-humanas. Frequentemente, nos Centros Espíritas, somos procurados por audientes que relatam ruídos, frases, músicas, sons ininteligíveis... Trata-se, muitas vezes, de pessoas que não apresentam qualquer transtorno psiquiátrico. 
 
Se se tratar realmente de percepção extrassensorial, diz a Doutrina Espírita que a simples verificação de tais fenômenos indica que a pessoa é, desde que nasceu, portadora de alguma particularidade endocrinológica que, associada a prévios compromissos espirituais, a faz médium, portanto com capacidade de manter intercâmbio com o mundo espiritual, dependendo, contudo, de esclarecer-se, convenientemente, a respeito da realidade do espírito, sem o que poderá sofrer desequilíbrios desnecessários. Lembra-nos, ainda, o Espiritismo que tal faculdade independe de religião, de condição social, cultural e, até, moral, sabendo-se que há médiuns que, não sendo espíritas, cobram, inescrupulosamente, pelos seus serviços, muitas vezes, na prática do mal. 
 
Considere-se, porém, que nem todos os casos de audiência são de mediunidade, posto que, como nos informa a medicina, pode tratar-se, por exemplo, de esquizofrenia, nas suas variadas formas clínicas, suscetíveis de tratamento médico. O curioso, entretanto, é que a pesquisa mostrou que, em alguns casos psiquiátricos, as vozes ouvidas trazem informações e revelações verídicas. Esquizofrenia e mediunidade? 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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