A Justiça de Franca condenou, ontem, a 14 anos de prisão em regime fechado o desempregado Augusto Henrique da Silva, de 24 anos, pelo envolvimento no assassinato do operário Leonardo da Silva Bento, de 30 anos, em julho do ano passado, no Jardim Monte Carlo. O homem apontado como mentor do crime, Roger Castaldi Canassia, de 22, não compareceu ao julgamento, teve a prisão decretada e é considerado foragido. Um desempregado de 18 anos, menor na época do homicídio e que deverá cumprir medidas de internação agora, está preso por tráfico de drogas.
O júri popular, na manhã de ontem, foi composto por três mulheres e quatro homens. Cerca de três horas depois, o juiz Paulo Sérgio Jorge Filho leu a sentença. Dos 14 anos da condenação de Augusto, 13 são referentes ao homicídio e um por corrupção de menor, já que o adolescente participou do assassinato. Ele está preso desde o início do processo na Penitenciária de Franca.
De acordo com o promotor Odilon Nery Comodaro, a violência utilizada no homicídio foi determinante para que a pena de Augusto fosse desse nível. “Foi um crime em que agiram com crueldade e não ofereceram chance de defesa à vítima. O acusado confessou participação e ainda apontou que o Roger, seu comparsa, foi o grande mentor”, disse.
Além de Augusto, também foram ouvidas testemunhas de defesa e de acusação, inclusive o investigador Paulo Rodrigues, da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), que trabalhou no caso ao lado de Luciano Tavares e do delegado Márcio Murari. Um depoimento gravado do terceiro envolvido foi exibido na audiência e, além de confessar que efetuou um disparo contra Leonardo, atribuiu ao comparsa foragido a responsabilidade por idealizar o crime.
O fato de Roger não ter comparecido ao último júri popular do ano, não ter ido mensalmente ao Fórum como forma de manter sua liberdade, não ter sido localizado quando intimado foi o que desencadeou um mandado de prisão preventiva em seu desfavor. Ele ainda não foi julgado e está foragido.
O caso
Leonardo foi encontrado morto no conjunto de chácaras do Jardim Monte Carlo, na rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval (MG), dia 26 de julho do ano passado. Ele foi espancado, esfaqueado e alvejado com tiros no rosto pelo trio, que ainda deixou uma faca cravada em sua orelha esquerda.
Na ocasião do crime, os policiais da DIG apuraram que Roger suspeitava de que Leonardo seria o responsável pelo furto em sua residência e, por essa razão, chamou o então adolescente e Augusto para se vingar. O último conhecia o operário em razão de consumirem drogas juntos e foi quem o atraiu para a emboscada e também o espancou depois. Leonardo colocada no carro de Roger e esfaqueado na perna pelo garoto, pois teria tentado reagir. Segundo a polícia e o Ministério Público, Augusto enfiou uma faca na orelha de Leonardo e, perto do Centro Médico, o então menor deu um tiro na cabeça do operário e Augusto um na testa, abandonando o corpo ali, o qual foi localizado por populares no dia seguinte.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.