Convenciona-se que preço e produtividade, essencialmente, são a fórmula para o desempenho correto das atividades agropecuárias. Abruptas variações nos preços resultam no que se intitula de risco de preços e a produtividade, obviamente, está condicionada a fenômenos meteorológicos. O Brasil é o grande líder em agricultura tropical, verdadeira referência no desenvolvimento e na adoção de tecnologias de produção que estão em constante evolução, porém, os desafios que temos pela frente ainda são imensos e, para superá-los faz-se necessário convicção e somatória de forças para transformar, indiscutivelmente, a sustentabilidade em motor de desenvolvimento e progresso.
O fortalecimento das cadeias de produção é fator primordial para a geração de empregos no campo e a melhoria da renda do produtor rural, que a cada dia está menor. É urgente a necessidade de se implantar uma política agrícola de longo prazo para o país, que procure o fortalecimento das atividades agropastoris e possua mecanismos que permitam a gestão de riscos e, dessa maneira, possibilitem real estabilidade às cadeias de produção, dentro e fora da porteira.
Não temos dúvida de que a firme articulação dos segmentos produtores e planejamento em busca da garantia real dos meios produtivos poderão levar o Brasil a ser o maior produtor de bioenergia e alimentos do globo, contribuindo assim, com mais segurança e competência, para a segurança alimentar de toda a humanidade, tão necessária e tão urgente nos dias atuais. Nas palavras do ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues: ‘Onde há fome, não há paz’. Assim sendo, nosso Brasil pode de fato ser o grande estabilizador da geopolítica global, não com poderio bélico, mas sim com capacidade produtiva. E isso começa dentro de casa, com seriedade na produção e com efetivas políticas agrícolas que visem a consolidação de nossa agropecuária.
Marcus Vinícius C. Palermo Falleiros
Cafeicultor, pecuarista, Presidente do Clube das Cavalhadas da Franca.
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