Talismã de Renato marca, Grêmio vence e Brasil vai à final do Mundial


| Tempo de leitura: 3 min
Com a vitória, o time gaúcho enfrentará na decisão o vencedor do confronto entre Real Madrid e Al Jazira
Com a vitória, o time gaúcho enfrentará na decisão o vencedor do confronto entre Real Madrid e Al Jazira
Talismã do técnico Renato Gaúcho, o atacante Everton, 21, foi o herói do Grêmio na semifinal do Mundial de Clubes da Fifa. Nesta terça-feira (12), o jogador, que entrou durante a etapa complementar, marcou o único gol da equipe na vitória sobre o Pachuca (MEX) por 1 a 0, na prorrogação, após empate no tempo normal por 0 a 0, em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos.
 
Com a vitória, o time gaúcho enfrentará na decisão o vencedor do confronto entre Real Madrid e Al Jazira, que se enfrentam nesta quarta-feira (13), às 15h (de Brasília), em Abu Dhabi. A final está marcada para sábado (16).
 
É a terceira vez que o time tricolor chega à decisão da competição. Nas outras duas vezes, quando o torneio reunia apenas os campeões da Libertadores e da Liga dos Campeões, a equipe faturou a taça uma vez e na outra deixou escapar. Em 1983, sagrou-se campeão ao bater o Hamburgo. Doze anos depois, perdeu para o Ajax nos pênaltis.
 
A classificação do Grêmio para a final do Mundial de Clubes também coloca fim a um tabu brasileiro de cinco anos. A última vez que um clube do país passou pela semifinal do torneio foi em 2012, quando o Corinthians faturou o título diante do Chelsea.
 
Na temporada seguinte, o Atlético-MG caiu na semifinal para o Casablanca. Desde então, nenhuma equipe brasileira ganhou a Libertadores.
 
O JOGO
 
Na semifinal, o Grêmio ficou muito aquém do futebol apresentado na decisão da Libertadores. O desempenho ruim, no entanto, tem uma explicação: a ausência do meia Arthur, 21, que sofreu ruptura ligamentar no tornozelo esquerdo e não foi inscrito na competição. Ele foi substituído por Michel, que formou a dupla de volantes com Jailson. O meio de campo ainda teve Ramiro pela direita e Luan mais avançado e com a responsabilidade de armar a equipe.
 
Com essa formação, o Grêmio teve dificuldade para sair jogando e de controlar a posse de bola. A equipe ficou muito estática e não criou nenhum lance de perigo. Já Fernandinho foi pouco acionado, enquanto Barrios não conseguiu ser efetivo quando recebia a bola.
 
Na etapa inicial, os chutes mais perigosos foram em cobranças de falta de Edílson e Fernandinho -ambos por cima do travessão.
 
Apesar de atuar com dois jogadores mais de marcação centralizados, o time treinado por Renato Gaúcho dava espaços. Nos acréscimos da etapa inicial, Honda invadiu a área, mas foi travado por Cortez na hora da finalização.
 
No segundo tempo, o Grêmio melhorou. Renato deixou a equipe mais ofensiva com a entrada de Jael no lugar de Barrios e do atacante Everton na vaga de Michel. Mesmo assim, o time pouco criou.
 
O melhor lance aconteceu aos 33min, quando Everton recebeu livre dentro da área, driblou o adversário, mas demorou para finalizar. Na sequência, os mexicanos ameaçaram em uma cabeçada de Guzman, que passou rente à trave de Grohe.
 
Na prorrogação, Renato voltou com Léo Moura no lugar de Edilson. Porém, quem brilhou foi o talismã do treinador. Cortez cobrou lateral rápido para Everton, que invadiu a área e bateu forte colocado no canto alto.
 
Após o gol, o Grêmio se fechou e apostou nos contra-ataques. O Pachuca tentou, mas a equipe soube se segurar para conquistar a vitória e a classificação.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários