Operações do Gaeco levaram 76 criminosos pra cadeia


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Promotores do Gaeco de Franca em balanço da Operação Cartas em Branco, em outubro de 2016
Promotores do Gaeco de Franca em balanço da Operação Cartas em Branco, em outubro de 2016
Franca ganhou há dez anos um núcleo do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado). O órgão do Ministério Público tem como função a prevenção e a repressão das atividades de organizações criminosas. Investiga casos como lavagem de dinheiro, roubo de cargas, tráfico de drogas e corrupção na administração pública. O Gaeco chega aos dez anos e se consolida como sinônimo de credibilidade e eficiência. E de pavor para quem se envolve com o crime.
 
Somente neste ano, os promotores que integram o grupo cumpriram cem mandados de busca em Franca e região. As operações, desenvolvidas em conjunto com as Polícias Militar e Civil após complexas investigações, resultaram na prisão de 76 criminosos. Fazem parte da relação traficantes, bandidos ligados ao PCC, policiais, falsificadores, empresários e políticos. “Foi um ano de muito trabalho que chega ao fim com balanço positivo. Felizmente, tivemos resultados expressivos. Embora tenha esta grande quantidade de criminosos presos, o que mais nos alegra é a qualidade do trabalho. Conseguimos deter muitas organizações criminosas”, disse o promotor Rafael Piola.
 
Em julho, dois ex-prefeitos de Igarapava, uma ex-servidora da Prefeitura e três empresários foram presos na operação “Pândega”. São acusados de fraudar licitações para desviar dinheiro público. Os contratos firmados com as empresas e que são alvo de investigação somaram, nos últimos quatro anos, R$ 26,4 milhões. 
 
Também em julho o grupo prendeu um cabo da PM acusado de envolvimento com o tráfico de drogas. Segundo o Gaeco, o policial receberia dinheiro para avisar sobre operações e passar informações sigilosas aos criminosos. Um homem apontado como o maior traficante da região também foi preso. No mesmo mês, uma operação conjunta com a Polícia Civil levou 20 pessoas para a cadeia. A organização é acusada de compor uma indústria de falsificação de cosméticos e pode ter lucrado, em quatro anos, cerca de R$ 6 milhões.
 
Em novembro, o Gaeco participou de operação realizada pelo MP em São Paulo e Minas Gerais que resultou na prisão de 15 pessoas acusadas de corrupção e fraudes na licitação da coleta de lixo e limpeza urbana. Entre os presos, estavam o dono e funcionários da Seleta, empresa responsável pelo serviço em Franca.
 
As denúncias feitas pelo grupo à Justiça após o trabalho de investigação resultaram na condenação de 26 criminosos este ano. “Quase todas as condenações tiveram penas relevantes. Isto, mostra que o trabalho foi bem feito. A colaboração da sociedade é muito importante para o êxito das investigações. Denúncias podem ser feitas pelo site do Ministério Público ou pessoalmente na Gaeco. Garantimos o sigilo”, concluiu Rafael Piola.

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