Hoje é Dia do Palhaço, data criada em 1984. Embora ninguém saiba ao certo quando surgiu a figura do palhaço, alguns pesquisadores acreditam que foi na Idade Média, quando nos palácios existia um tipo de artista encarregado de fazer o rei rir. Era o “bobo da corte”, que usava máscaras divertidas, roupas largas e sapatos extravagantes. Os espetáculos eram organizados por grupos de teatro. Artistas criavam piadas e situações que faziam rir o rei e sua Corte.
Mas o palhaço da forma como o conhecemos hoje surgiu em 1758, na Inglaterra, através do trabalho de Philip Astley. Ele era oficial de cavalaria e organizava apresentações ao ar livre com homens em pé no dorso do cavalo. Depois, estes espetáculos foram transferidos para recintos fechados com equilibristas e palhaços. Estava inventado o circo.
A palavra “palhaço” vem do idioma italiano, onde significa “homem de palha”. Isso porque os primeiros palhaços usavam roupas feitas com tecido de colchões de palha, que eram rústicos e listrados.
No Brasil atuaram alguns palhaços que se tornaram famosos. Vamos lembrar três.
Pra começar, Arrelia! Vindo de uma família circense, ele atuou nos palcos desde os seis anos de idade. Foi o primeiro a deixar o circo para trabalhar na televisão. Seu programa na TV Record se chamava Cirquinho do Arrelia, e ficou no ar muitos anos. Alto e desengonçado, é um dos palhaços mais lembrados por avós e pais dos leitores do Clubinho.
Carequinha é outro nome importante. Também nasceu numa família de artistas de circo. Ele agitava a criançada com seu bordão “Tá certo ou não tá?” E a criançada respondia: “Tá!” Levou alegria para várias gerações, pois começou cedo no picadeiro, que é aquele palco onde o palhaço se apresenta. Como Arrelia, também fez sucesso na televisão. Gravou 26 discos, fez filmes e colocou sua marca em diversos produtos infantis.
Quem completa a lista dos três mais conhecidos é Piolin. Ele se tornou célebre pela criatividade, além de demonstrar muita habilidade como ginasta e equilibrista. Assim como os dois acima mencionados, nasceu num circo no qual seus pais trabalhavam. Seu apelido se refere a um tipo de barbante, pois ele era alto e muito magro. Parecia um barbante, um ‘piolim’, na língua italiana.
Alguém pode perguntar: E o Bozo? Ele era palhaço mas não era brasileiro, embora tenha feito muito sucesso por aqui. Foi criado por Alan W. Livingston, nos Estados Unidos, e interpretado por vários atores. No Brasil chegou pelas mãos de Sílvio Santos. O “Programa do Bozo” se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.