A Comissão Processante, responsável pela condução do processo de cassação do mandato do prefeito Gilson de Souza (DEM), negou o pedido para adiar os depoimentos das três testemunhas de defesa previstos para a tarde de ontem. Na Comissão, Gilson é acusado de favorecer uma construtora ao ceder a praça central para a realização de um feirão de imóveis populares.
Estavam previstos para essa quinta-feira os depoimentos da servidora municipal Gisele de Oliveira, do chefe de gabinete, Orivaldo Donzelli, e do assessor para Assuntos Parlamentares, Afonso Teodoro. Nenhum dos três compareceu à audiência.
“Foi apresentado um pedido pela defesa para que adiássemos mais uma vez os depoimentos, mas não foi possível atender. Temos um prazo apertado para concluir os trabalhos e, se transferíssemos esses depoimentos para a próxima semana, não conseguiríamos terminar a tempo a Comissão”, disse o presidente da CP, o vereador Adérmis Marini (PSDB). Ele ainda afirmou que a Comissão já havia atendido outros dois pedidos feitos pelo advogado Denílson Carvalho, que representa o prefeito. “Agora, infelizmente, não foi possível.”
Os trabalhos devem continuar nesta segunda, com o depoimento de Gilson, marcado para as 14 horas. Mas, pela atuação da defesa do prefeito desde que as oitivas começaram, é pouco provável que ele compareça ao depoimento.
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