Outro Natal das lembrancinhas


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BRASILEIRO ESTÁ COM PÉ ATRÁS, JÁ QUE NÃO SENTE RECUPERAÇÃO DA ECONOMIA
Os problemas econômicos pelo qual o Brasil atravessa desde 2014 forçaram o brasileiro, principalmente a classe trabalhadora, a manter a mesma atitude dos últimos anos com a chegada das festas de final de ano. Antes, o 13º salário tinha parte reservada para a compra de presentes e alimentos já consagrados nas festas de Natal e Reveillon. O pagamento de contas e a poupança continuam a ser mais importantes do que os encontros familiares nestas duas datas importantes. O baixo movimento do setor varejista, que oscilou muito pouco nos últimos anos, pode se repetir, diante de uma economia ainda estagnada como a nossa. Poucos índices (como o PIB, que mede a atividade econômica do País) tiveram melhora significativa, deixando claro que o Brasil ainda não conseguiu superar a severa crise que nos lançou à beira de uma profunda recessão.
 
Embora os números da economia comecem a reagir, o brasileiro mantém um pé atrás, ainda mais quando ninguém está sentindo no bolso a melhoria na conjuntura econômica. Ao contrário do que anuncia a área econômica do governo, os preços continuam subindo, causando ainda mais instabilidade em todo o País. Concorre ainda para esta situação a retração no emprego, que afeta diretamente o setor comercial e o de serviços. A instabilidade do mercado de trabalho afeta diretamente toda a economia: reduz-se o dinheiro em circulação, cria-se o temor de ser atingido pelos cortes de vagas e o trabalhador prefere pagar as contas ou poupar, antevendo tempos mais difíceis. Por isso, estaremos vivendo um Natal de lembrancinhas: o consumidor tem procurado produtos mais baratos para presentear, ao contrário do que aconteceu em anos passados, quando celulares, tablets, televisores de tela plana e grande e jogos eletrônicos foram os mais procurados.
 
Esta é a situação atual: o Brasil ainda vive um momento delicado e o brasileiro está aprendendo a decifrar os sinais que os indicadores da economia têm passado. Os próximos meses serão cruciais para a recuperação da economia e vai exigir de todos nós um aperto de cinto para o qual, aparentemente, a maioria já está se preparando. As festas de final de ano e a distribuição de presentes serão mantidas, já que é uma tradição. Mas tanto uma quanto outra serão mais modestas, como se pode perceber nas lojas e nos supermercados. A recuperação do emprego vem sendo sustentada pelo trabalho informal e ninguém hoje está disposto a arriscar o seu dinheiro em compras volumosas, sem qualquer perspectiva de que a situação vá realmente melhorar em 2018. O momento é de extrema cautela e muita gente vai preferir se precaver para que não sofra os revezes dos anos anteriores, principalmente em 2014, onde os índices negativos da economia explodiram.

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