Servidores de Restinga protestam contra cortes


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Revoltados, funcionários municipais buscam explicações da administração; eles questionam medida tomada pela Prefeitura
Revoltados, funcionários municipais buscam explicações da administração; eles questionam medida tomada pela Prefeitura
Diversos funcionários realizaram uma manifestação na porta da Prefeitura de Restinga na tarde de ontem. O motivo, segundo eles, é o corte de horas extras feito pela atual administração municipal que, em alguns casos, ultrapassa os R$ 1,2 mil. 
 
“Todos os meses fazemos horas extras e recebemos por elas. Desde o mês passado, meu salário veio com desconto de até R$ 1 mil e não souberam explicar. Ninguém diz nada”, disse um dos funcionários, que atua como motorista da saúde, mas preferiu não se identificar. 
 
A mesma revolta era demonstrada por uma auxiliar de enfermagem. Esperando respostas, a mulher afirmava que, enquanto realizou 43 horas extras em novembro, recebeu apenas 18 horas. 
 
“Eu aceito que eles cortem as horas não trabalhadas, mas é um absurdo penalizar os funcionários que realizam essas horas e não pagar. O nosso ponto agora é eletrônico e todas as horas constam, é simplesmente errado que tirem mais de R$ 300, R$ 400 e até R$ 1 mil dos nossos salários”, disse, também sem querer se identificar.
 
“Fazemos escala de 12 horas por 36, mas agora simplesmente cortaram as horas extras que fazemos aos finais de semana. Não estamos cobrando algo indevido, apenas o que nos é de direito”, disse outro motorista, que antes do corte nas horas recebia cerca de R$ 2,2 mil por mês e agora recebeu R$ 1 mil.  
 
Outro lado
Responsável pela Diretoria Contábil da Prefeitura de Restinga, a advogada Paula Teixeira Gonçalves informou que a readequação na folha de pagamento dos funcionários de Restinga atende a uma orientação do Tribunal de Contas, já que antes a folha ultrapassava o limite prudencial de arrecadação da cidade chegando a 58%, além de buscar mais transparência na administração municipal. 
 
“Buscamos readequar a situação, pois quando assumimos, encontramos a folha de pagamento estourada, horas extras sendo pagas em desacordo com o salário base do funcionário e horas sendo pagas irregularmente, sem o funcionário de fato fazê-las”, disse. “Conseguimos, com isso, baixar o índice de 58% para 52% e economizar, em média, R$ 200 mil por mês. Os trabalhadores têm acesso às folhas de pontos e estão recebendo regularmente as horas feitas”, completou. 
 
Ainda segundo a advogada, atualmente estão abertos 13 inquéritos no Ministério Público, que investiga o pagamento irregular de horas extras pela Prefeitura de Restinga. Ela ainda informou que reuniões foram realizadas com todos os funcionários para explicar como funcionaria a readequação.

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