Autovias sustenta que todas as obrigações previstas em contrato foram pagas


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A duplicação da Ronan Rocha era uma exigência do atual contrato de concessão da Autovias como contrapartida pelo direito que a concessionária obteve do Estado de explorar o pedágio de Restinga. Em princípio, o governo pretendia instalar um pedágio na pista, ideia que foi descartada após quatro protestos que bloquearam as rodovias da região do ano passado.
 
Dona da Autovias, a Arteris contratou por licitação a empresa Comsa, localizada em São Paulo, para realizar as obras. A Comsa, por sua vez, criou o consórcio “SP 345”, da qual faz parte, para fazer o serviço. Em nota ao Comércio, o consórcio admitiu a dívida. “Há pendências financeiras referentes ao contrato, que ainda não foram solucionadas pela Arteris, decorrentes da falta de reconhecimento de parte dos serviços já executados, bem como o atraso de pagamento por outros serviços prestados e atestados pelo órgão. Envidamos todos os esforços necessários para solucionar tais questões o mais rápido possível e estamos à disposição dos fornecedores para outros esclarecimentos que se fizerem necessários”. 
 
A Autovias garante que cumpriu com todas as suas obrigações contratuais e que não tem nenhuma pendência para acertar com o consórcio. “A concessionária informa, ainda, que durante a vigência do contrato de prestação de serviços firmado manteve total controle e promoveu efetivas fiscalizações periódicas quanto ao cumprimento das cláusulas contratuais acordadas, inclusive no âmbito trabalhista”, diz, também, a nota.

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