A última bolsa de alimentação fornecida a Davi Miguel pela farmácia que tem dívidas a receber do governo brasileiro terminou ontem.
Conforme havia antecipado, a empresa suspendeu o fornecimento dos produtos que são vitais para a vida do pequeno francano.
Para não deixar a criança sem a nutrição parenteral, que é imprescindível para a sua sobrevivência, a família decidiu comprar de outro fornecedor.
A alimentação custa U$ 125 por dia, o que equivale a quase R$ 500.
“Nós não temos outra alternativa. Vamos ter que comprar com o dinheiro que é destinado para a nossa manutenção aqui, nos Estados Unidos”, disse Jesimar Gama, pai de Davi Miguel, que completou: “Depois, vamos tentar receber do governo, que é obrigado a pagar o tratamento do meu filho. Se deixarmos o Davi sem a alimentação, ele corre risco de morrer”, disse ele.
Na Câmara
Na sessão de ontem da Câmara, os vereadores aprovaram uma moção de repúdio contra o governo federal que descumpriu a decisão judicial de custear os gastos com alimentação e tratamento de Davi Miguel. “Não cabe ao governo determinar quem vive ou morre. O governo federal tem que fazer a parte dele. Acreditamos que com ações como este repúdio a gente consiga mudar essa realidade”, disse Corrêa Neves Jr. (PSD).
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