Câmara critica ação relacionada aos moradores de rua


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Sofá, ao lado de árvore no vestiário do campo de futebol do bairro Santo Adélia, foi o motivo da discussão nessa sexta
Sofá, ao lado de árvore no vestiário do campo de futebol do bairro Santo Adélia, foi o motivo da discussão nessa sexta
O vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) usou a tribuna na manhã desta terça-feira, dia 5, para criticar a ação do Ministério Público em relação aos moradores de rua no bairro Santa Adélia, que impediu a limpeza de uma área onde haviam pertencentes desses moradores. "O MP impediu e disse que a remoção desses objetos só poderia ser feita com ordem judicial. Não é possível que nem mesmo a retirada de objetos, entulhos, possa ser feita pelo Poder Executivo, que isso seja considerado abuso", disse o vereador. 
 
O presidente da Câmara Marco Garcia (PPS) engrossou as críticas. "Temos que deixar de sermos demagogos. É um absurdo um indivíduo se instalar em uma área pública e a Prefeitura ainda precisar de uma ordem judicial para fazer a limpeza. É inaceitável. Está tendo uma inversão de valores muito grande".
 
O vereador Della Motta (Podemos), que faz parte da frente parlamentar para tratar dos moradores de rua, disse que é preciso uma resposta também do Ministério Público e da Defensoria Pública para as ações ilegais dos moradores de rua. "Queria uma resposta para o caso daquele morador que cuspiu em uma senhora. Para aquele morador que agrediu um senhor. É preciso entender que não há violação dos direitos humanos ao fazer uma limpeza do local onde eles vivem. Isso é necessário. Eu estive lá e vi que era preciso fazer a limpeza. Local público invadido e agressão às pessoas são crimes. Isso sim precisa de atenção". 
 
O vereador Adérmis Marini (PSDB), que preside a Frente Parlamentar, disse que convidou o assistente social Ronaldo Rogério, que tentou fazer a limpeza do local no Santa Adélia, para falar sobre o assunto na Câmara Municipal. "Precisamos discutir essa questão. É um absurdo o que está acontecendo. Esse problema não é apenas da Prefeitura. É de todos nós".
 
Corrêa Neves disse que é preciso deixar claro a posição de cada um, inclusive, do Ministério Público. Ele sugeriu a convocação de uma grande audiência pública. "Essa audiência servirá para que a gente possa fazer um amplo debate sobre essa questão. Sugiro a convocação já para a primeira semana de trabalho da Câmara no ano que vem. Precisamos discutir e discutir com coragem".

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