A farmácia que fornece a nutrição parenteral para Davi Miguel ser acompanhado em casa, em Miami, nos Estados Unidos, promete suspender o atendimento a partir desta terça-feira, 5, caso o governo federal não quite a dívida e assine novo contrato sem que haja atrasos. Os pais do garoto estão desesperados e não sabem o que vão fazer.
Familiares afirmam que o governo federal não está cumprindo a decisão da Justiça que determinou o pagamento, por tempo indeterminado, do tratamento que ele está recebendo. O valor da dívida é de US$ 47.576,52, cerca de R$ 155 mil. A quantia é referente aos serviços já prestados de Home Care (farmácia que fornece em casa a nutrição intravenosa que Davi Miguel recebe e que é de suma importância para sua sobrevivência).
O Hospital Jackson Memorial deu 30 dias de carência de nutrição parenteral. A alimentação acaba hoje. O hospital avisou a família que os serviços prestados serão suspensos se o pagamento não for feito.
Em nota enviada ao Comércio, dia 26 de novembro, quando o atraso veio à tona, o Ministério da Saúde afirmou que, conforme relatório médico do profissional que atende o paciente, Davi Miguel não tem como realizar o transplante intestinal que ele precisa fazer. Disse ainda que havia realizado um depósito de U$ 33,9 mil para atender as despesas.
O pagamento parcial do débito não amenizou a situação. “A farmácia que fornece a nutrição parenteral ainda não identificou o pagamento em sua conta. Além disso, o valor que o governo disse ter depositado corresponde à parte da dívida, o que não atende às exigências da empresa”, disse Jesimar Gama, pai de Davi Miguel.
Além de receber o valor total, a empresa exige que seja assinado um contrato e que a União passe a fazer os pagamentos antecipados. “Eles não querem correr o risco de voltar a ficar tanto tempo esperando para receber. Não vão fornecer a alimentação enquanto não resolver estas pendências. Precisa de contrato e pagamento adiantado, pois o governo perdeu a credibilidade”, disse Jesimar.
Segundo ele, a última bolsa de alimentação fornecida pela farmácia, que é injetada na veia de Davi Miguel, acabará hoje. “Vamos tentar conseguir o pagamento por, pelo menos, mais uma semana. Também pode ser que ele tenha que voltar para o hospital. Hoje, não sabemos o que fazer. É uma situação difícil demais para todos nós.”
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