TEMER GARANTIU QUE DEMITIRIA MAIS DE 4 MIL COMISSIONADOS: CONTRATOU 2 MIL
O sentimento geral é de que as práticas políticas no Brasil continuam acompanhando o que se fazia nos primórdios do século passado. A maioria de nossos representantes eleitos sempre se notabilizaram em utilizar seus discursos para prometer muito e realizar quase nada depois de conseguirem os votos necessários. Ao longo do tempo, quanta coisa não ficou para trás? E o pior é que muitas dessas promessas acabam se transformando em objeto de corrupção que deixam milhares de obras nas fundações. Outras não saem da cabeça de seus “criadores”.
Enquanto o governo tenta a todo custo livrar o presidente Michel Temer (PMDB) das sérias denúncias que pesam sobre ele, buscando ainda aprovar a reforma da Previdência (a trabalhista já está em vigor), o brasileiro continua sendo cobrado a pagar as contas de um déficit que não é dele e, sim, resultado do comando temerário das contas do Tesouro pelo menos nas duas últimas décadas. Ao tomar posse, depois da queda de Dilma Rousseff (PT), em suas primeiras declarações, Temer prometeu cortar pelo menos 4 mil cargos comissionados (preenchidos sem concurso, mas com salários elevados) que, no frigir dos ovos, são as chamadas indicações políticas. Hoje, o Ministério do Planejamento anuncia uma economia perto de R$ 200 milhões com o corte de quase 2.100 cargos comissionados, mas a realidade tem se mostrado bastante diferente.
Estes números são desmentidos pelo próprio Painel Estatístico de Pessoal, que aponta: com Temer, há dois mil funcionários a mais em cargos desse tipo. Apenas nos cinco meses em que o presidente foi alvo de denúncias, governo concedeu função especial a cerca de 335 pessoas da administração pública. Após a queda de Dilma havia 20,5 mil comissionados que hoje chegam a 22,6 mil. Como se pode ver, este é o resultado das “negoicações” para se conseguir apoio para as demandas pessoais do presidente. E Isso demonstra que nem governo e muito menos o Congresso Nacional estão interessados em reduzir as despesas da máquina pública, jogando a responsabilidade sobre os ombros do setor produtivo, que trabalha e paga pesados impostos sobre rendimentos e consumo e, em todas as vezes, é chamado para pagar uma conta que não fez. É muito fácil aumentar a carga tributária para reduzir déficits. Mas seria necessário um espírito público, que eles não têm, para cortar realmente na própria carne, reduzindo benesses e deixando de atacar os cofres públicos na mão grande, igorando os grandes problemas nacionais. O brasileiro espera que seus representantes se tornem exemplo e abram mão de vantagens pessoais ou da defesa de grupos econômicos para beneficiar o País como um todo, sem patrocinar vantagens para quem não precisa.
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