Governo deve desbancar oposição e fazer novo presidente da Câmara


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Donizete da Farmácia (PSDB) deve ser eleito como presidente da Câmara, de acordo com informações de bastidores
Donizete da Farmácia (PSDB) deve ser eleito como presidente da Câmara, de acordo com informações de bastidores
A Câmara Municipal de Franca vai se reunir na próxima quinta-feira para escolher o presidente que irá administrar a casa em 2018. Um acordo costurado em novembro aponta para uma provável vitória de Donizete da Farmácia (PSDB) com diferença de três votos. Se confirmarem as previsões, será também uma vitória do prefeito Gilson de Souza (DEM), que terá um aliado no comando do Poder Legislativo. Este ano, a presidência está nas mãos da oposição.
 
As últimas eleições foram realizadas em janeiro, quando a atual legislatura tomou posse. O governo que também acabava de assumir a Prefeitura falhou na articulação e não conseguiu fazer o presidente. Em uma votação apertada, decidida por apenas um voto, Marco Garcia (PPS) foi reeleito presidente. Ele obteve oito votos contra sete de Nirley de Souza (PP). O grupo que o apoiou firmou o compromisso de eleger Claudinei da Rocha (PSB) agora.
 
O pacto não será cumprido. O governo, que sofreu desgaste ao longo do ano, provocado pela oposição liderada por Marco Garcia e Adérmis Marini (PSDB), trabalhou melhor nos bastidores e conseguiu a adesão de dois vereadores que haviam votado no atual presidente: o próprio Donizete da Farmácia e Tony Hill, ambos do PSDB. Também devem votar em Donizete, Nirley de Souza, Carlinhos da Farmácia (PMDB), que deve ser o vice, Arroizinho (PMDB), Pastor Otávio (PTB), Corrêa Neves Júnior (PSD), Ilton Sérgio (DEM) e Della Motta (PTN).
 
Donizete está exercendo o terceiro mandato e nunca foi presidente. Embora seja filiado a um partido de oposição, ele está alinhado ao governo e vota a favor do prefeito. “Eu sempre tive o perfil de ajudar o prefeito, pois, se ele for bem, a cidade vai bem. Foi assim com o Sidnei Rocha e com o Alexandre. Não concordo em fazer oposição quando não é necessário. Não tem fundamento querer tirar o prefeito por causa de ambulante. Isso só traz desgaste desnecessário. O vereador fica se preocupando com coisas pequenas e deixa de trabalhar pela população. Se for uma denúncia grave, claro que minha posição será diferente”.
 
Claudinei da Rocha segue candidato e vai trabalhar até a última hora para recuperar o terreno perdido. “Estou tranquilo e espero que os companheiros honrem o compromisso. Não foi apenas uma vez. Eles passaram o ano me declarando apoio. Não preciso nem cobrar. Cada um tem que ser responsável pelos seus atos e palavras expressadas”. Além do próprio voto, ele conta com os votos de Pastor Palamoni (PSB), Marco Garcia, Adermis, Kaká (PSDB) e o de Cristina Vitorino (PRB).

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