Igreja local terá projeto para mulher que sofreu aborto


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Maria Elisabete, Sônia Maria e Eneida André falam sobre a importância do Projeto Raquel
Maria Elisabete, Sônia Maria e Eneida André falam sobre a importância do Projeto Raquel
A Pastoral da Família Diocesana, através do bispo Dom Paulo Roberto Beloto, está trazendo para Franca uma chama de esperança para mulheres que sofreram um aborto, seja ele espontâneo ou provocado, o Projeto Raquel.
 
Ainda em fase de instalação na cidade, o projeto tem como objetivo ajudar mulheres, independentemente de sua crença, a superarem os traumas, físicos, emocionais ou psicológicos gerados pela experiência do aborto.
 
O programa nasceu em 1984, nos Estados Unidos, e chegou ao Brasil em 2011. Hoje está espalhado em várias cidades do País. O nome cita uma passagem bíblica de Jeremias 31, 15-17, que diz: “Assim diz o Senhor: uma voz se ouviu em Ramá, lamentação choro amargo, Raquel chora seus filhos, não quer ser consolada quanto aos filhos porque já não existem. Assim diz o Senhor. Reprime a tua voz de choro e as lágrimas de teus olhos, porque há esperança quanto ao teu futuro.”
 
O projeto visa atender não somente as mulheres vitimadas pela Síndrome Pós-Aborto, mas também toda a família e profissionais envolvidos no aborto. A psicóloga Eneida André Carmona, 61 anos, explica que as sequelas de um aborto podem aparecer a curto ou longo prazo. “Muitas mulheres tiveram casos de depressão profunda relacionados a um aborto no passado”, disse. 
 
O trabalho realizado com as mulheres é feito de forma individual e o sigilo é primordial. A coordenadora nacional do Projeto Raquel, Sônia Maria Oliveira Ragonha, 66, explica a importância do trabalho realizado por psicólogos e sacerdotes. “Hoje a Igreja se abre um pouco mais para acolher essas mulheres, em nível espiritual e psicológico. São mulheres que sofrem muito. A Síndrome Pós-Aborto é muito grave. Tem mulheres que chegam a cometer suicídio”, disse Sônia.
 
“Em países onde o aborto é liberado, percebe-se que em muitas mulheres que abortaram, que cedo ou tarde aparecem sequelas. Se não for do corpo, que é uma sequela imediata, psicológica e emocionalmente a longo prazo”, complementa Eneida.
 
O projeto pretende alcançar o maior número possível de mulheres que sofrem com essa situação. “Se a mulher sofreu um aborto espontâneo, as pessoas da família sabem e podem acolhê-la. Se não foi espontâneo, é um segredo. Ela não tem com quem partilhar. Algumas mulheres atendidas (pelo Projeto Raquel) falaram apenas por telefone. Só para dizer o que sentiam, e ter alguém que as ouvissem”, disse Eneida.
 
Em breve o projeto estará instalado em Franca e as pessoas interessadas poderão entrar em contato através dos telefones divulgados em cartazes que serão afixados nas paróquias.

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