À frente da Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) desde abril de 2015, o agropecuarista e empresário Dorival Mourão Filho deu uma nova cara à associação. Com campanhas de sucesso entre os lojistas e consumidores, além de projetos que buscam fomentar o comércio local, o presidente da Acif recebeu a equipe de reportagem do Comércio para falar sobre o horário especial de funcionamento das lojas, que começa nesta segunda-feira, 4 de dezembro, e segue até a véspera do Natal, dia 24; e ainda sobre a mudança imposta pela Prefeitura em relação à iluminação de Natal, antes feita em parceria entre as duas, e que neste ano foi assumida apenas pela Administração Municipal.
No encontro, o presidente da Acif falou também sobre as expectativas de vendas após dois anos ruins na principal data do comércio. Baseado em uma pesquisa realizada pelo seu Instituto de Economia, que aponta que 75,2% dos entrevistados pretendem consumir neste Natal, 10,5% superior ao ano anterior, Mourão afirmou que os dados revelam maior confiança do consumidor na economia, o que deve beneficiar as compras neste ano.
Outro fator apontado por ele é o horário especial, que, segundo os entrevistados, facilita as compras para o Natal. “A pesquisa apontou correlação positiva entre a compra de presentes e o horário estendido do comércio: 65,7% dos entrevistados disseram ser válido o funcionamento do comércio até as 22h durante o mês de dezembro”, disse.
O setor comercial de Franca passará a funcionar em horário especial nesta semana. Todas as lojas associadas à Acif ficarão abertas de segunda a sexta-feira, das 9h às 22h; aos sábados, das 9h às 18h, e aos domingos, das 10h às 18h. A exceção fica para a sexta-feira, 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição - padroeira de Franca - em que o comércio funcionará das 9h às 15h. No dia 24, domingo, véspera do Natal, as lojas funcionam das 9h às 18h e só retornam na terça-feira, dia 26, do meio-dia às 18h.
O horário especial de funcionamento do comércio para o Natal começa nesta segunda-feira, 4. Viemos de dois Natais com quedas nas vendas. Quais as expectativas para este ano?
Nós viemos de fato de dois anos extremamente ruins. O ano de 2015 foi muito ruim, já em 2016 nós conseguimos um final de ano com um leve acréscimo, mas isso não significa muita coisa, pois o crescimento em cima de um ano ruim não diz nada. Em 2016, ainda tínhamos uma expectativa pessimista, afinal os brasileiros ainda estavam receosos com o desenrolar das questões políticas e macroeconômicas. Enxergo agora em 2017 um cenário mais otimista. O quadro político não é uma maravilha, pelo contrário, mas está um pouco mais estável. Então, aquele consumidor que no ano passado estava mais receoso em gastar, hoje está com mais confiança. Por isso, acredito no crescimento significativo das vendas.
É possível dizer que neste ano os lojistas recuperarão as vendas perdidas nos anos anteriores?
Acredito sem dúvida nenhuma que isso acontecerá. Lógico que isso depende também dos próprios empresários e lojistas que acreditaram nisso e se prepararam. Aquele que decorou sua vitrine, se modernizou, se abasteceu e está preparado para receber os consumidores. As crises são naturalmente seletivas, aqueles que conseguem sobreviver são os melhores, os que se prepararam mais e conseguem se adaptar às adversidades.
Muitos especialistas dizem que a crise passou e o Brasil está em processo de recuperação. Mas, ainda vemos muito desemprego, o que desaquece a economia. Lidando de perto com o comércio e a indústria, você acredita que este é um bom momento para a economia? Ou pelo menos é possível dizer que nos aproximamos do cenário anterior à crise?
Todas as perspectivas e intenções de mercado apontam de fato para uma estabilidade e um crescimento econômico. Tivemos na história do Brasil alguns momentos de PIB (Produto Interno Bruto) negativo. Todos eles acoplados a uma crise política, que foi o caso do impeachment de Dilma Rousseff (PT). Passamos esse momento e agora inevitavelmente vamos crescer. A grande questão é que o Brasil é um País de pouco planejamento, os empresários de fato são pouco preparados para planejamentos de longo e médio tempo. Vivemos muito de momento. Então o momento do Natal vem por si só, pois o brasileiro gosta muito desta época, de presentear e fazer festa. Por isso, tenho certeza que nosso final de ano será economicamente bom. O que não significa definitivamente que a retomada do setor será rápida, mas o País de modo geral está trabalhando para a melhora, como no caso da queda dos juros e também da inflação. Temos um cenário que propicia o crescimento, mas será lento.
Neste ano foram impostas algumas mudanças pela Prefeitura no caso da iluminação, feita apenas pela Administração Municipal. Como a Acif encarou isso e aproveitou a oportunidade?
Esse era, na verdade, um grande sonho nosso. Prefeitos anteriores tinham uma certa dificuldade para lidar com a questão da iluminação. Tínhamos muitas divergências, pois a Prefeitura entendia que era um assunto que interessava à Acif e nós quem teríamos que fazer o serviço, por isso fazíamos em parceria. O atual prefeito optou por fazer sozinho, não achou pertinente a parceria e nós realmente gostamos. Com a Prefeitura arcando com a iluminação, pudemos canalizar os recursos para outras ações. Fortalecemos nossa campanha, investimos na Casinha do Papai Noel.
Nos fale um pouco das atividades preparadas pela Acif para atrair os consumidores para a região Central, onde estão concentradas a maioria das lojas da cidade, neste período que antecede a data mais importante para o setor que é o Natal.
Investimos na Casinha do Papai, que antes ficava na praça Nossa Senhora da Conceição e agora fica na esquina entre as ruas Major Claudiano e Voluntários da Franca. O espaço receberá atrações culturais, além do trabalho do Papai Noel que receberá as crianças. Teremos apresentações do Projeto Guri, do Ensemble Vocal, da OSF (Orquestra Sinfônica de Franca), sessões de cinema, distribuição de pipoca, entre outras ações.
A Acif realizou neste ano uma campanha especial durante o ano todo, que termina agora no Natal com o prêmio principal sendo um Jeep Renegade 0km, além de prêmios para lojistas e vendedores. Quais são as expectativas de um projeto dessa magnitude?
Neste ano já entregamos prêmios de R$ 10 mil, vouchers de R$ 5 mil em viagens além de R$ 1 mil em vales-compras, além de premiações também para os lojistas e vendedores. A campanha chega ao fim em janeiro de 2018 quando entregaremos um Jeep Renegade para o consumidor. Neste ano, o resultado já foi bem positivo, estamos chegando a 800 pontos comerciais com a coleta, ampliamos os sorteios para mais corredores comerciais e com isso alcançamos mais pessoas. Crescemos de uma campanha para a outra, mas sempre tem o que melhorar e quero ainda em 2018 trazer algo ainda melhor para os nossos associados e, consequentemente, para os consumidores.
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