Tassiana Botelho Oliveira nasceu em Franca, em janeiro de 1974. É professora de redação e de Língua Portuguesa, formada há 23 anos. A escolha pela profissão veio da motivação de não apenas ensinar, mas também de aprender. Tassi, como seus alunos a chamam, é daquelas professoras que vê nas crianças e nos jovens a oportunidade de estabelecer vínculos afetivos, coisa bonita que hoje raramente encontramos nas escolas.
O afeto da professora destinado aos alunos vem de um coração materno e cheio de amor. Tassiana é mãe de Pedro e de João Paulo. Os filhos abastecem cotidianamente o coração da professora com doses homeopáticas desse mesmo amor. Mas Pedro decidiu, em 2013, colocar uma mochila nas costas e pegar um vôo com destino à Austrália, o motivo: um intercâmbio escolar. Por conta disso, o choro devido a enorme falta de Pedro fez com que o amor bonito se tornasse um amor triste, e Tassiana precisava se recuperar.
A felicidade da professora era essencial para que o afeto continuasse sendo uma corrente firme entre seus alunos, amigos, e também para que Pedro ficasse bem do outro lado do mundo. Na busca por algo que lhe ocupasse a mente e preenchesse o tempo, antes ocupado pela dedicação a Pedro, Tassi começou a se exercitar com mais regularidade. Queria contornar a tristeza através motivação gerada pelo esporte. Por isso, frequentava a academia duas vezes por dia e caminhava aos finais de semana. O esforço físico, por incrível que pareça, ocasionou uma significável melhora no diagnóstico do coração triste. E algo inesperado aconteceu. Esse impulso de energia foi essencial para que ela percebesse que poderia ir além. E Tassi começou a correr.
Além de acelerar os seus batimentos cardíacos, a professora passou a superar não apenas a tristeza, mas todos os seus limites físicos. Começou devagarinho, e foi aumentando a velocidade e os quilômetros percorridos proporcionalmente à saudade do filho viajante. Daí, partir para um desafio, foi um caminho natural. O primeiro que Tassi se impôs foi uma corrida de 5 quilômetros. A professora precisava de disciplina, energia e fôlego e ela conseguiu completar a sua primeira prova em 35 minutos, o que foi uma grande vitória.
A partir disso, Tassiana começou a participar de provas de corrida sem a intenção de ganhar, apenas gostava da sensação de libertação que a corrida promovia dentro de seu peito. Passou a gostar cada vez mais do esporte e decidiu se dedicar de verdade a ele, por isso, hoje ela conta com o auxilio dos profissionais Lucas Carvalho e Marília Zuza que ajudam a Tassi melhorar a performance nas provas disputadas. A evolução veio com o tempo e, nestes últimos meses, Tassiana tem conseguido destaque nos resultados que alcança. Só neste ano, já participou de 18 provas e em 13 delas ergueu troféus.
Pedro voltou e está de novo dentro dos abraços de Tassi. Mas a ‘professoratleta’ não parou de correr; a corrida além de ajudá-la a superar um situação difícil, tomou novo sentido em sua vida. Hoje ela faz parte da Equipe Esporte Livre Saúde e afirma com o coração cheio de alegria que sua maior conquista de vida foi descobrir o sentido de tudo que passou, e isso foi possível através da corrida.
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