A Polícia Militar de Franca prendeu, nessa sexta-feira, 15 pessoas acusadas de participar de um Tribunal do Crime em uma casa do Jardim Luiza e também em uma chácara no condomínio Terra Brasil, perto de Cristais Paulista. Duas vítimas, duas testemunhas e dois menores foram liberados para serem investigados pela Polícia Civil.
De acordo com o capitão Fabiano Cunha Melo, responsável pelo pelotão de Força Tática de Franca, a detenção dos acusados aconteceu graças a uma denúncia, feita ao sistema de inteligência da Polícia Militar, de que o Tribunal do Crime aconteceria em uma casa abandonada do bairro.
Duas pessoas seriam vítimas: uma por envolvimento com roubos e furtos em residências de Franca e outra por dívida de R$ 2,3 mil de drogas. “Assim que chegamos, um dos suspeitos viu e eles começaram a destruir aparelhos celulares para queimar arquivos. Com uma ação rápida e reforço policial, conseguimos entrar e deter 16 pessoas”, disse.
Uma das vítimas, que veio de Ribeirão Preto para Franca para pagar R$ 800, parte de sua dívida de drogas, contou que seguia para o City Petrópolis, no dia anterior, quando depois foi levado para essa casa do Jardim Luiza, onde permaneceu até ontem, quando acabou libertado.
Já o outro homem que seria “julgado”, inicialmente, negou ser vítima. Depois, na DIG (Delegacia de Investigações Gerais), durante o depoimento, confirmou o que aconteceria em razão do envolvimento com furtos e roubos e que também havia sido atraído para a casa abandonada.
Sabedores de que teriam mais envolvidos na chácara, os policiais foram até lá e prenderam outros cinco suspeitos. Todos foram conduzidos à DIG e negaram envolvimento. Um chegou a dizer que estava na casa abandonada, no meio dos suspeitos, apenas para fugir da chuva. Não adiantou.
Diante dos fatos, 15 dos acusados receberam voz de prisão por cárcere privado e associação criminosa. Ainda na delegacia, duas testemunhas e as duas vítimas, além de dois adolescentes suspeitos, foram liberados e constaram como averiguados, já que serão investigados pela especializada nos próximos dias. Celulares e dinheiro foram apreendidos.
Ainda segundo o capitão, a maioria dos envolvidos e as vítimas já possuem passagens policiais. Para o capitão Fabiano, a rápida ação, que contou com mais de 30 policiais militares, foi crucial para evitar o “julgamento”, pois chegaram antes do responsável por conduzir a reunião. “Os policiais entraram mais cedo em seus turnos e se dedicaram muito para conseguir garantir o êxito da operação. Isso foi fundamental para que essas prisões fossem efetuadas.”
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.