Será genético?


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Assevera a Doutrina Espírita que o suicídio é o maior engano que a criatura humana pode cometer. Mata-se o corpo físico, mas não se mata a essência do ser, o espírito, que é quem pensa, e a quem cabe aplicar-se as luzes da razão. Não é aniquilando a carcaça material que o indivíduo conseguirá fugir ao problema que o induz ao ato infeliz, mas pela sua harmonização com as leis que lhe regem a vida, pela qual ele mesmo será surpreendido no mundo espiritual, carregando, então, o pesado ônus da culpa.
 
Ainda sem qualquer conclusão definitiva, alguns cientistas pesquisam no rumo da possibilidade de que sejam genéticas as causas do suicídio. O Espiritismo, que, inarredavelmente, assenta-se nas leis da Natureza (leis divinas), e que jamais recusa as verdades da ciência, pode adiantar que as famílias se formam, ou por amor, isto é, por atração afetiva, ou por impositiva necessidade de reconciliação entre seus membros, ou, por afinidade de gostos, aptidões, inclinações. Temos, então, famílias de músicos, de matemáticos, de esportistas, de cientistas. 
 
Considere-se, ainda, que aquele que comete suicídio hoje pode ser o seu próprio avô, que cometera suicídio e continua carregando consigo a mesma carga psíquica que lhe impõe distorção ao encarar a vida, grave transtorno que precisa ser resolvido. 
 
Demais, ao voltar à experiência física, o espírito submete-se ao império da genética familiar, mantidas, porém, suas tendências mais fortes. Lembremos, todavia, que a Misericórdia Divina nos concedeu a luz da razão, facultando-nos superar as nossas próprias fraquezas. 
 
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca

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