Características que só Franca tem; clique e saiba quais


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“Olá, muito prazer. Você é de onde?” Pergunta a pessoa que você acabou de conhecer. “Sou de Franca”. A resposta é seguida de um comentário certeiro: “Ah, sei, a capital dos calçados!”. e também: “Ah, sei, a capital do basquete”. Não há como negar. Franca tem a imagem associada à marcas características. Há produtos e lugares que são a cara da cidade. É natural pensar em Franca todas às vezes que falamos em sapatos.  
 
Experimente convidar um amigo que está visitando Franca para comer uma bolota. Certamente, ele não vai entender nada e declinará. 
 
Juscelino Kubitschek era médico e foi presidente da República. Em Franca JK é sinônimo de comida das boas. E o programa dos francanos nas noites de domingo é ir na praça da Catedral ver a banda tocar. Nas páginas a seguir, conheça um pouco mais o que é a cara de Franca.
 
Terra do calçado
Entenda porque Franca é reconhecida como a terra do sapato. O parque calçadista da cidade é formado por 1.015 empresas ligadas ao setor, como bancas, curtumes e componentes. Só de fábricas são 467. Franca fechou outubro com 21.683 funcionários trabalhando nas indústrias. As fábricas têm uma capacidade de produzir 40 milhões de pares de calçados/ano. Noventa por cento dos calçados produzidos aqui são vendidos para o mercado interno. Este ano, Franca deverá exportar em torno de 3,3 milhões de pares. As empresas da cidade vendem para 101 países. Os EUA são os maiores compradores
 
JK e chope do Gasparini, bem tradicional
Vir a Franca e não experimentar o JK do Gasparini é o mesmo que ir a Roma e não ver o Papa. Localizado na rua Marechal Deodoro, no Centro, o restaurante é um dos mais tradicionais da cidade. Foi fundado há 50 anos pela família Gasparini. A marca vem do sobrenome da mulher do primeiro proprietário, senhora Olívia Gasparini. Os fundadores permaneceram com o restaurante por nove anos. Em abril de 1977, o Gasparini foi adquirido por Adelmo Poppi e Elza Borges, que continuam administrando a empresa ao lado das filhas Karina e Karla e o genro, Marcelo Godoi. O JK é o chope são as marcas registradas da casa. Difícil quem nunca tomou um chope geladinho no balcão.
 
A casa serve cerca de 25 pratos diferentes, mas o campeão de pedidos é o JK. Todas as semanas, é vendida uma média de 100 unidades. O tamanho grande, que dá para até cinco pessoas, custa R$ 140. “Recebemos muitos clientes de outras cidades e que compram para levar para casa”, disse Karina
 
Em 2013, uma lei municipal tombou o “Filé a JK” como patrimônio e cultural.
 
 
Bolota é uma mania de todos os francanos
Difícil precisar quantas elas são. Praticamente, em cada esquina tem uma. As bolotas estão espalhadas por todos os cantos e se tornaram uma marca registrada de Franca. 
 
Em qualquer outro lugar, a combinação pão, hambúrguer, salada, queijo, ovo e bacon seria, simplesmente, chamada de lanche. Os francanos decidiram batizar de bolota. O apelido é uma referência ao formato do lanche. Adaílton Malaquias é um legítimo boloteiro. Há 34 anos, lida diariamente com os lanches. Há 22 anos abriu a Bitelo Lanches. Hoje tem duas unidades. 
 
 
Ponto de encontro dos esportistas
Verdadeiro cartão postal localizado na entrada da cidade, o ginásio poliesportivo Pedro Morilla Fuentes, o “Pedrocão”, é conhecido como a casa do Franca Basquete. O complexo, na verdade, é muito mais do isto. Concentra diversas modalidades e se tornou o local preferido para o francano se exercitar e praticar esportes. Estima-se que, de 3 a 5 mil pessoas, passem todos os dias pelo Poli.
 
O ginásio “Amauri Destro”, localizado no complexo, possui quadras oficiais de handebol e futsal. No antigo pavilhão da Francal ficam as estruturas das equipes de ginástica artística e rítmica. No Poli também é possível jogar vôlei, peteca, praticar atletismo, nadar e malhar nas academias de ginástica ou nos aparelhos instalados ao ar livre. As amplas instalações, as pistas e o espaço arborizado fazem do Poli, um ponto de encontro de quem curte uma vida saudável.
 
 
Ouvir a banda tocar na praça, uma tradição secular
Frango, macarrão, programa do Silvio Santos e ver a banda tocar no Centro. Sim, em Franca, assistir à apresentação dos músicos na Praça da Matriz é agenda obrigatória nas noites de domingo. Casais de namorados, pais com os filhos correndo atrás dos pombos e idosos adoram comer pipoca e tomar sorvete ouvindo as músicas. E, não é de hoje. A tradição é centenária. A nova formação da Associação Banda Musical de Franca se deu há 40 anos. Entre os 25 integrantes, há músicos com idades que vão de 18 a 75 anos. Um jovem de 13 anos está se preparando para também passar a tocar. “Nós nos apresentamos em todos os domingos. Só não vamos quando chove”, conta Alex Sander Willian de Souza Alves, que é o regente e presidente da Associação.

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