Em uma das vias mais movimentadas do Centro, a rua Ouvidor Freire, o prédio que abrigava uma fábrica de calçados foi transformado em um conjunto imóveis. A galeria traz diversidade de comércio ao endereço, com lojas de vestuários, lingerie, casa de bolos, correspondente bancário, escola de informática e outros segmentos.
Os 11 “boxes” estão ocupados e há oito meses o Cantinho da Coxinha se fixou em um deles. O estabelecimento vende seis tipos de mini-salgados no copo, além de mini-churros, e acaba de ampliar o espaço para os clientes poderem consumir ali mesmo. Antes, eles trabalhavam apenas com sistema delivery, mas agora contam com mesas e cadeiras para os clientes se acomodarem. “Quando decidiram abrir a unidade em Franca, os donos fizeram pesquisas e viram que o Centro é bem promissor, com a chegada de várias lojas e o intenso movimento que tem. Abrimos a unidade e estamos investindo nela”, disse a supervisora Dayane de Lacerda.
A Cibele Perfumaria é veterena na região central. A primeira unidade funciona na Rua Monsenhor Rosa há 16 anos e, desde agosto de 2016, atua com a filial aberta na mesma rua. As lojas empregam mais de 20 funcionários e a proximidade das duas não tem sido problema. “Quando decidimos abrir a outra loja, pensamos se não seríamos concorrentes de nós mesmos, mas estamos firmes e as vendas têm sido muito boas”, afirma a gerente, Edneia Borges da Silva. Segundo ela, o movimento na praça e a circulação de clientes, especialmente nas agências bancárias e demais lojas ao lado da perfumaria, estimulam as vendas. “Nessa unidade, quem compra mais é o pessoal que passa na praça e nos bancos e, na outra, são clientes que descem o calçadão da Voluntários da Franca, que vão ao Magazine Luiza ou Torra Torra e param na Cibele”, disse.
Gisele e Thales Henrique Domingos Barrelin moram em uma das vilas de casas existentes na região central, a Vila Santa Maria do Carmo, no calçadão da rua do Comércio, há um ano e meio e trabalham no Centro. O casal comemora a expansão e melhorias no comércio da região central. “É bom morar na região central porque tem tudo perto, igreja, lojas, serviços. Eu e minha esposa vamos a pé para o trabalho, sem depender de carro. E a expansão é muito bem vinda para todo mundo”, disse Thales. Para ele, o ponto que necessita de mais atenção no bairro é a limpeza das áreas públicas. “Precisa melhorar a organização e limpeza das ruas e calçadão, acho que falta fiscalização nessa parte”, disse.
Um projeto encabeçado por empresários e entidades de Franca pode mudar esse cenário, se colocado em prática. A proposta é revitalizar o Centro com substituição dos pisos da Praça Nossa Senhora da Conceição; modernização das fachadas dos imóveis; reformulação de todo paisagismo; troca dos mobiliários urbanos e adoção de redes elétricas subterrâneas. Para a Praça do Itaú, o grupo sugere a construção de banheiros públicos, nova iluminação e padronização das barracas, com divisão por por setores, como vestuário, alimentação e tecnologias.
A iniciativa é encabeçada pelo G6 - Grupo Político e Econômico Suprapartidário de Franca, formado pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca), Cocapec (Cooperativa de Cafeicultores e Agropecuaristas), OAB (13º Subseção de Franca), Maçonaria de Franca e Região (representada pelo Conselho de Mestres Instalados), Sindifranca (Sindicato da Indústria de Calçados de Franca) e Unimed.
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