Bendito o tempo que para
Ao ver a gargalhada de um filho para o pai.
Benditas as pernas entrelaçadas,
Bendita a mãe que se contenta
Ao ver-se para trás.
Benditas as flores que nascem
Entre os espinhos.
Bendito o sol que é soberano
E deixa tudo comezinho.
Benditas as horas faceiras,
As águas que formam a correnteza.
Bendito o fruto, o engenho,
Benditas as rodas do moinho.
Bendita a semente que germina
Até no desalinho.
E se o vento é o mesmo para todos,
Benditos aqueles que o sentem no rosto.
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