Iso tem até o fim de janeiro para terminar Copacabana


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Construtora diz que imprevisto impediram a conclusão das obras do Conjunto Residencial Copacabana dentro do prazo
Construtora diz que imprevisto impediram a conclusão das obras do Conjunto Residencial Copacabana dentro do prazo
A Iso Construtora agora tem até o dia 26 de janeiro para terminar todas as obras ainda pendentes nos Conjuntos Habitacionais Copacabana I, II e III. O término deveria ter sido em julho, mas até hoje ainda há serviços a serem executados, como por exemplo a colocação de alambrados. A nova data limite foi definida em uma audiência na tarde da última quarta-feira, em que participaram o promotor de Justiça Carlos Henrique Gasparoto, o prefeito Gilson de Souza (DEM), o vereador Corrêa Neves Jr. (PSD) e representantes da Caixa Econômica Federal, da Iso Construtora e uma comissão de futuras moradoras.
 
Um acordo assinado entre a construtora, a Prefeitura e o Ministério Público em abril previa a entrega em julho, mas imprevistos acabaram impedindo o cumprimento por parte da construtora, que solicitou uma nova prorrogação.
 
Gasparoto aceitou estender o prazo até 26 de janeiro, mas fez questão de incluir algumas obrigações que a construtora deverá cumprir caso não consiga novamente terminar as obras 
 
Como o prazo para o fim dos serviços ficou bem próximo ao início do ano letivo, o promotor incluiu no acordo uma cláusula em que, caso as obras não sejam entregue dentro do prazo, a construtora terá de assumir todo o custo com o transporte dos filhos dos futuros moradores. 
 
Além disso, a Iso também terá de contratar seguranças para evitar a ação de vândalos nas unidades que passarão por vistoria até que tudo esteja pronto para ser entregue.
 
Também ficou acertado que, uma vez entregue a obra e feita a averbação no cartório, a Caixa terá o 10 dias para a assinatura de todos os contratos de financiamento. 
 
Por fim, o promotor se comprometeu a trabalhar para agilizar a elaboração das escrituras dos mais de 400 apartamentos. Só então, com as escrituras prontas e os contratos assinados, é que os moradores poderão se mudar, o que ainda não tem data para acontecer. 
 
Na audiência, foi montada uma comissão formada por três futuras moradoras, por um representante da Prefeitura e pelo vereador Corrêa Neves Jr. para fiscalizar o andamento das obras. “Vamos semanalmente ver tudo o que estiver sendo feito nos condomínios e elaboraremos relatórios que serão encaminhados ao Ministério Público, caso haja alguma anormalidade”, disse Corrêa, que vem acompanhando o drama das mais de 400 famílias desde o final do ano passado. “Espero que agora seja definitivo esse prazo e que as famílias possam começar o ano já de casa nova.” 
 
Gilson de Souza lembrou que as últimas medições indicam que 97,5% das obras estão concluídas. “Falta pouco, muito pouco, mas falta. E isso precisa acabar”. O prefeito disse que vai continuar trabalhando em conjunto com o Ministério Público para agilizar os documentos necessários para a entrega dos imóveis aos futuros moradores. “Me comprometo a fazer tudo o que estiver ao meu alcance para que o drama vivido por essas famílias termine e elas possam finalmente ter seu lar”, disse.

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