Aos 3 anos de idade, o menino Davi Miguel volta a enfrentar novo calvário. Em comunicado postado no Facebook, ontem, familiares afirmaram que o governo federal não está cumprindo a decisão da Justiça que determinou o pagamento do tratamento que ele está recebendo nos Estados Unidos. A dívida se aproxima de US$ 50 mil. Se o valor não for pago em dez dias, o atendimento será cortado, o que poderá provocar a morte do garoto.
Diagnosticado com uma doença rara, que impede a absorção dos nutrientes dos alimentos, Davi luta pela vida desde que nasceu. A única solução para o problema é um transplante intestinal. Os pais fizeram campanha e conseguiram arrecadar R$ 1,5 milhão, depositados em juízo.
A família venceu a causa e a Justiça determinou que a União arcaria com o tratamento por tempo indeterminado. Do valor arrecadado, 30% seriam destinados aos pais para manutenção da família em Miami, onde eles estão desde julho de 2015.
Os familiares afirmam que o governo federal não está cumprindo as ordens de pagamento dos serviços de Home Care (farmácia que fornece a nutrição parenteral para o Davi ser acompanhado em casa). A assistente social do hospital em Miami, com frequência, solicita à família o pagamento da nutrição intravenosa que é de extrema importância para a sobrevivência do garoto.
Os pais afirmam não dispor de recursos para a quitação do débito, que equivale a R$ 155 mil. A quantia é referente aos serviços já prestados e não honrados pelo governo. O advogado da família acionou o juiz responsável pelo processo e o mesmo determinou que o pagamento fosse feito em 48 horas. A União recorreu.
O Hospital Jackson Memorial deu 30 dias de carência de nutrição parenteral ao menino, mas avisou a família que os serviços prestados serão suspensos se o pagamento não for feito.
“Os 30 dias oferecidos pelo hospital se encerram em 10 dias. Se essa alimentação parenteral acabar e a União não honrar com o pagamento, Davi poderá vir a óbito”, disse, no texto postado no Face, Jesimar Gama, pai de Davi Miguel.
Em nota enviada à redação, o Ministério da Saúde afirmou que arca com todas as despesas de Davi Miguel. “No entanto, conforme relatório médico do profissional que atende o paciente, ele não tem como realizar o transplante. Informamos ainda, que recentemente depositamos US$ 33,9 mil para atender as despesas.”
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