O chapeiro Júlio Lima Santos, 21 anos, morreu eletrocutado na madrugada do último domingo (26) depois de encostar em um poste metálico de sustentação de um semáforo na esquina das ruas Silva Bueno e Lima e Silva, no Ipiranga, na zona sul de São Paulo, segundo a polícia.
Testemunhas disseram que um fio de energia solto tocou o postinho, deixando-o eletrificado. Chovia no momento do acidente.
Acionado por alguém que passava pelo local, o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) socorreu Santos. Ele morreu no PS do Ipiranga. O delegado Wilson Roberto Zampieri, do 17º DP (Ipiranga), instaurou um inquérito para apurar responsabilidades pelo acidente.
"Queremos saber o que provocou o rompimento do fio e se houve alguma falha na manutenção", afirma.
No local existem fios elétricos da AES Eletropaulo, responsável pelo abastecimento de casas, comércios e indústrias e de dois órgãos municipais, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), por conta dos faróis, e a Ilume, que faz a iluminação urbana.
Em depoimento à polícia, a mulher da vítima, a manicure Larissa dos Santos Oliveira, 27 anos, afirmou que o marido e ela são de Luzilândia, no Piauí. Ele chegou a São Paulo em dezembro de 2016, afirmou. Os dois estavam juntos havia sete anos. Eles não tinham filhos.
A cunhada da vítima, Luzia dos Santos Oliveira, afirmou ao programa "Brasil Urgente", da Bandeirantes, que o jovem sonhava em ter filhos e em juntar dinheiro trabalhando em São Paulo com o objetivo de comprar uma casa em sua terra natal.
OUTRO LADO
Em nota, a AES Eletropaulo afirmou que "a descarga elétrica que ocasionou o acidente não foi originada da rede de distribuição de energia elétrica" da empresa. A AES Eletropaulo afirmou ainda que "está à disposição para contribuir com as investigações". A gestão João Doria (PSDB) não se manifestou até a conclusão desta edição.
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