A pergunta que nos faz o título foi formulada num seminário espírita, ministrado pelo magistrado Dr. Donizete Pinheiro da Silveira, de Marília (SP), durante a 66ª Semana do Livro Espírita de Franca. A expressão “Razão ou Paz” parece paradoxal, ao se considerar a partícula “ou” exclusiva ou alternativa. Mas, convenhamos, sempre que há soberania da razão, há paz.
Por esse ou por outros motivos, o certo é que “Razão ou Paz”, exatamente como tratado no referido seminário, acabou por ocupar consideráveis espaços na internet. Motivos há! Se analisá-lo em profundidade, verificaremos que o enunciado nos remete a introspecção que se funda na importância de si mesma, ou seja a da avaliação de nosso objetivo na inter-relação social.
Vencemos a pressão dos nossos opositores e ficamos com o “cetro da razão”, com a certeza do pensamento que cultuamos? Nutrimos a pretensão de convencer nossos companheiros de jornada pela imposição dos argumentos? Não! Seria um contrassenso. Muitas vezes, ao pretender convencer aqueles que convivem conosco, usamos de prepotência, de ira, de virulência, e acabamos por ferir, magoar, destruir nossos melhores relacionamentos.
Onde a paz? Na opção da razão: ceder, perder, adiar. Não olvidemos a razão no ensinamento de Jesus: “A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou.” Almejemos a paz da consciência racional e não a das gloríolas do mundo, ilusória, porque repassada de ressentimentos e de mágoas. Cedamos em favor da paz, e atingiremos o “céu” interior a que se referia o Divino Mestre: “O reino dos céus está dentro de vós.”
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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