Construtora quebra e abandona obra milionária no Franville


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O prédio da delegacia da Receita Federal está sendo construído na avenida Hugo Betarello, no Parque Franville
O prédio da delegacia da Receita Federal está sendo construído na avenida Hugo Betarello, no Parque Franville
A nova sede da Receita Federal em Franca deveria ter sido concluída em dezembro de 2015. Dois anos se passaram e o prazo fixado em contrato não foi cumprido. As obras estão paradas. A construtora responsável pelo serviço quebrou e foi embora da cidade. O atraso está provocando transtornos e prejuízo aos cofres públicos. O custo inicial havia sido estimado em R$ 18 milhões e será bancado pelo governo federal. Outra licitação foi aberta e está em andamento para contratar nova empresa.
 
O prédio da delegacia está sendo construído na avenida Hugo Betarello, Parque Franville. As obras começaram em abril de 2014 e tinham prazo de 18 meses para ficarem prontas. A vencedora da licitação foi a construtora Concreta, sediada em Manaus (AM) e distante 2.374 quilômetros em linha reta de Franca. Uma empresa da cidade perdeu a concorrência por ter oferecido um preço R$ 100 mil mais caro. “A Concreta tocou, razoavelmente, bem a obra até junho. Foi quando começaram a surgir atrasos no pagamento de funcionários, no andamento das obras e até mesmo no recolhimento de impostos. Também surgiram ordens judiciais de bloqueio de valores. A empresa ficou financeiramente quebrada. Não tinha mais condições de tocar o serviço”, disse Roger Augusto Goulart Siqueira, auditor fiscal e delegado da Receita em Franca.
 
A Concreta ainda relutou em deixar a obra, mas a Receita concluiu que era caso de romper o contrato. A partir daí, começam os transtornos e novos gastos. Uma empresa de engenharia de Piracicaba foi contratada para fazer um inventário no prédio e verificar o que falta para ser concluído, cerca de 20% dos serviços. “Feito isto, abrimos nova licitação para contratar outra construtora para dar sequência às obras. A concorrência está em fase de contestação e deve ser concluída em meados de dezembro”. A expectativa é de que as obras restantes, que vão custar R$ 8 milhões, sejam reiniciadas em janeiro para, enfim, serem concluídas em de julho de 2018.
 
A Concreta já havia recebido cerca de R$ 10 milhões antes de deixar a obra. O único representante da empresa na cidade ficou sem receber. Os tapumes do canteiro de obras da empresa caíram e ficaram espalhados na calçada com pregos enferrujados virados para cima. “A empresa chegou ao ponto de deixar equipamentos para trás. Embora as coisas não fossem nossas, pegamos e guardamos dentro do prédio, pois havia risco de furto. Quando eles desejarem recolher, está lá. Estamos providenciando o fechamento provisório”, concluiu o delegado.
 
Enquanto as obras estão paradas e o governo gasta com novas licitações e segurança do prédio novo para evitar depredações, a Receita continua arcando com o pagamento do aluguel do prédio da sede atual na Estação.

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