Defesas de Italo e Lauany contestam trabalho da PC


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Acareação de Lauany Viodres, Leonardo Cantieri e Italo Neves, durante a fase de investigações da Polícia Civil, na sede da DIG
Acareação de Lauany Viodres, Leonardo Cantieri e Italo Neves, durante a fase de investigações da Polícia Civil, na sede da DIG
O trio acusado de matar a comerciante Núbia Ribeiro, 21, em setembro, entregou suas defesas prévias à Justiça. Ontem, os advogados de Italo Vinícius Neves, 32, de Lauany Viodres e de Leonardo Cantieri, ambos de 20 anos, tiveram a chance de apresentar seus argumentos para tentar comprovar a inocência dos clientes.
 
No documento, a defesa de Italo, feita por Aparecida Auxiliadora da Silva, tenta descaracterizar o trabalho da DIG (Delegacia de Investigações Gerais). “Existem tantas contradições que, com todo o respeito, o caso não poderia ter sido fechado. Sequer a reconstituição do delito foi feita (...) Ao menos em respeito à vítima, seus familiares, e para os de Italo, o caso deveria ter sido melhor apurado”, escreveu.
 
A advogada também trouxe, em sua defesa, a abordagem de que o cliente não teria motivos para agredir e matar Núbia, pois não a conheceria. Ela ainda aborda que Lauany confessou ter desferido as facadas e que o desempregado sequer foi com o casal ao encontro da vítima, e que eles teriam sido responsáveis pela morte. 
 
Aparecida também questiona o fato de a Polícia Civil não ter utilizado supostas provas que poderiam comprovar a inocência de Italo, como imagens de uma fábrica localizada perto da casa de Leonardo, no Parque das Esmeraldas. Elas teriam se perdido mas, segundo a advogada, os investigadores da DIG afirmaram que viram as filmagens e que, nelas, seria possível constatar, cronologicamente, que não teria como Italo ser o responsável pela morte.
 
A mesma linha foi seguida por José Abdala, advogado de Lauany. “Sem apurar corretamente os fatos, a autoridade policial encerrou o inquérito (...) sem conseguir individualizar corretamente a conduta de cada um (...) Há apenas uma suposição de que ela arquitetou o plano.” Abdala ainda escreveu que não ficou provada a participação de Lauany no caso, “nem de que Leonardo tenha se submetido a ela”.
 
Já o advogado do terceiro acusado, Rafael Sousa Barbosa, somente pediu segredo de Justiça do processo e afirmou que o réu somente se manifestará na audiência e no julgamento. 
 
Pedido de liberdade
Nas defesas apresentadas, exceto a de Leonardo, foi solicitada a revogação da prisão preventiva. A Justiça deve responder a esse pedido que beneficiaria Italo e Lauany em breve. Ainda não há data para a audiência.

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